As vendas do comércio brasileiro caíram 1% em junho. O número veio abaixo do esperado por economistas, que calculavam baixa de 0,2%. O desempenho teve influência negativa do setor de hiper e supermercados, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira.
- Na comparação com junho de 2023, houve recuo de 1,5%
- O acumulado nos últimos 12 meses ficou em 3,6%
- No comércio varejista ampliado, o volume de vendas variou 0,4%
O resultado negativo do comércio neste mês vai de encontro a um cenário de crescimento da atividade econômica do país, com outros setores que vem superando as expectativas nos analistas e batendo recordes de crescimento, como a indústria e os serviços.
As atividades que apresentaram maior queda nas vendas foram hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com o recuo de 2,1%. As vendas de outros artigos de uso pessoal e doméstico também tiveram queda significativa (-1,8%). O recuo no varejo em junho acontece após cinco meses seguidos em alta, momento em que foi registrado o recorde da série histórica, em maio.
“O efeito rebote, ou seja, uma retração natural do volume de vendas depois de forte crescimento, além de reduções expressivas verificadas nas atividades de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, e de outros artigos de uso pessoal e doméstico são os dois principais fatores que explicam o recuo das vendas no varejo em junho”, explica Cristiano Santos, gerente da pesquisa.
Com informações do GLOBO.





