Suspeitos de envolvimento no assassinato do advogado ocupavam cargos na Assembleia Legislativa

Cezar Daniel já ocupava cargos no governo desde 2012. O salário no cargo destinado aos dois suspeitos era de R$ 2 mil

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) não informou quem indicou os dois homens presos por participação no assassinato do advogado Rodrigo Crespo Marinho, ocorrido no dia 26 de fevereiro.

Cezar Daniel Mondego de Souza foi nomeado na Alerj em 2019 e foi exonerado a pedido na quinta-feira após o crime. Eduardo Sobreira Moraes foi nomeado para o lugar de Cezar Daniel no Departamento de Patrimônio, mas a nomeação foi anulada antes que ele tomasse posse.

Cezar Daniel já vinha ocupando cargos no governo do Estado desde 2012. O salário no cargo destinado aos dois suspeitos era de R$ 2 mil.

O deputado Rodrigo Bacellar explicou que a nomeação e a exoneração são atos administrativos privativos do presidente e do primeiro secretário de qualquer Legislativo no país.

Nesta terça-feira, dois suspeitos de participação no crime se entregaram à Polícia Civil: o cabo da PM Leandro Machado da Silva e Eduardo Sobreira. Já Cezar Daniel foi preso por policiais da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

Segundo a investigação, Leandro foi responsável por coordenar a logística do crime, como encontrar os carros usados ​​para monitoramento e execução. Ele já foi investigado por homicídio e por integrar grupo paramilitar. Eduardo Sobreira era responsável pela vigilância e monitoramento da vítima.

A defesa de Vinícius Pereira Drumond, vice-presidente da Imperatriz Leopoldinense e filho do falecido contraventor Luizinho Drumond, nega qualquer ligação com o crime. A investigação busca identificar a motivação do crime e a participação de outros envolvidos.

Com informações de O Globo.

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