Suspeito de integrar milícia que usa fardas falsas da Draco na Zona Oeste é preso; vídeo

Léo Piloto é investigado por participar de confrontos e investidas para expandir o território do grupo criminoso

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Um homem apontado como um dos responsáveis por ações armadas de uma milícia na Zona Oeste do Rio foi preso nesta quinta-feira (22). Leonardo Torres Gomes, conhecido como Léo Piloto, é investigado por participar de confrontos e investidas para expandir o território do grupo criminoso. Segundo a Polícia Civil, ele teria usado um uniforme da própria corporação durante uma ação armada em julho deste ano.

A prisão é de agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (DRACO-IE). Durante a ação, os policiais apreenderam uma pistola de uso restrito e um carro de luxo com sinais identificadores adulterados. O veículo havia sido roubado.

Léo Piloto era procurado pela Polícia Civil | Divulgação

De acordo com as investigações, Léo Piloto seria integrante da organização criminosa liderada por um homem conhecido como Jorjão ou PL. Ele é apontado como o chamado “puxador de guerra”, criminosos que participam diretamente de confrontos armados e investidas para conquistar ou manter território.

Léo Piloto usou uniforme da Draco

Um dos episódios investigados ocorreu na noite de 4 de julho deste ano. Na ocasião, homens armados com fuzis e equipados com material tático foram flagrados usando uniformes e identificações da Draco durante uma movimentação relacionada à disputa territorial na Zona Oeste.

Veja o vídeo

Léo Piloto participou da ação. As imagens analisadas pelos investigadores estão relacionadas a um confronto territorial contra integrantes da facção Comando Vermelho (CV).

A suspeita é de que o uso das identificações policiais tenha sido uma tentativa de conferir aparência de operação à movimentação dos milicianos. A estratégia também poderia dificultar a identificação dos envolvidos e intimidar moradores das áreas disputadas.

As investigações continuam para identificar outros participantes dos ataques, esclarecer a dinâmica dos confrontos e apurar a responsabilidade de integrantes da organização envolvidos no planejamento das ações.

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