Motorista baleado na cabeça em Jacarepaguá é transferido para hospital particular

Luiz Fernando Santos, de 46 anos, foi atingido durante uma corrida por aplicativo; mulher diz que ele pode ter sido confundido com um miliciano

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O motorista de aplicativo Luiz Fernando Santos, de 46 anos, foi transferido para uma unidade de saúde particular. A informação é da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) nesta sexta-feira (23). Baleado na cabeça, na noite de quarta-feira (21) em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio, ele chegou a ficar internado em estado gravíssimo em uma unidade pública do município.

A mulher da vítima, Renata Vianna, relatou que o marido transportava um passageiro quando acabou sendo atacado por dois homens em uma motocicleta. Segundo ela, Luiz pode ter sido confundido com um miliciano que atua na região.

“Ele foi fazer umas corridinhas, disse que voltava para me buscar e aconteceu essa tragédia. Ele estava levando um passageiro e parece que confundiram o carro dele com um miliciano dali, aí vieram dois caras na moto e atiraram”, contou Renata na porta do Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, na quinta-feira (22).

Luiz é administrador e teria começado a trabalhar como motorista de aplicativo há pouco tempo.

Suspeita de ataque ordenado pelo tráfico

A Polícia Civil investiga a suspeita de que o ataque tenha sido ordenado pelo Comando Vermelho, que teria confundido o motorista com integrantes de um grupo rival. A região onde ocorreu o crime é marcada por disputas territoriais entre traficantes e milicianos.

Após relatos de tiros, agentes do 18º BPM (Jacarepaguá) foram até o local e encontraram Luiz ferido dentro de um carro. Ele foi socorrido por equipes do Corpo de Bombeiros e levado para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca.

Na madrugada de quinta-feira, o motorista precisou ser transferido para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, para avaliação da equipe de neurocirurgia. Na ocasião, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o estado de saúde dele era gravíssimo. Nesta sexta-feira, a pasta confirmou a transferência para uma unidade particular.

O caso é investigado pela 32ª DP (Taquara). Segundo a Polícia Civil, diligências estão em andamento para esclarecer as circunstâncias do ataque e identificar os responsáveis.

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