A SuperVia, concessionária de trens do Rio de Janeiro, registrou o furto de mais de 62 quilômetros de cabos de janeiro a novembro de 2024. Apesar do alto índice, houve uma redução em relação a 2023, quando foram roubados 85 quilômetros de fios. O crime afeta diretamente os 300 mil passageiros diários, atrasando viagens e comprometendo a segurança do sistema ferroviário.
Para reduzir furtos, a concessionária adotou novas tecnologias, como um verniz com nanomarcadores que atribui uma espécie de “DNA” aos fios. Essa solução permite identificar a origem do material, mesmo após tentativas de alteração, como queima ou raspagem, desestimulando a receptação. Além disso, houve reforço no contingente de segurança, com mais agentes do Programa de Integração de Segurança (Proeis) em estações estratégicas.
A SuperVia explica que o furto de cabos prejudica o planejamento operacional, obrigando os maquinistas a dependerem de comandos por rádio em vez de sistemas automatizados. Isso torna as viagens mais lentas e aumenta os intervalos entre trens. Um exemplo recente ocorreu em 17 de dezembro, quando o roubo de 600 metros de cabos de energia no ramal Belford Roxo fechou nove estações por 10 horas.
Transição de gestão em andamento
Além dos desafios com furtos, a concessionária está em transição de gestão. A Justiça do Rio homologou um acordo para que o governo estadual assuma temporariamente os trens urbanos até que uma nova licitação seja concluída, com previsão de 6 a 9 meses para o processo.
Com informações do g1





