Super Bowl LX: Patriots e Seahawks fazem revanche histórica pelo título da NFL

New England Patriots e Seattle Seahawks se enfrentam neste domingo (8), às 20h30 (horário de Brasília), pelo Super Bowl LX, decisão da temporada 2025/26 da NFL (National Football League)

Valter Junior

O Super Bowl LX marca uma revanche histórica do Super Bowl XLIX, disputado em 2015, quando o New England Patriots venceu o Seattle Seahawks por 28 a 24. Aquela decisão entrou para a história da NFL por conta do passe interceptado na endzone nos segundos finais — lance que selou o título dos Patriots e é frequentemente citado como “a pior jogada da história do Super Bowl”.

Nesta temporada regular, Patriots e Seahawks tiveram campanhas praticamente idênticas. As duas equipes encerraram o ano com 14 vitórias e apenas três derrotas, números que reforçam o equilíbrio do confronto decisivo deste domingo.

New England Patriots

Os Patriots disputarão o 12º Super Bowl de sua história, um recorde absoluto na NFL. A equipe busca o sétimo título, que seria o primeiro sem Tom Brady no elenco. A franquia, que até o início do século não tinha nenhum título, construiu uma das maiores dinastias do esporte ao conquistar seis campeonatos sob o comando do quarterback, entre 2001 e 2018.

Em caso de vitória, o time ultrapassa o Pittsburgh Steelers — campeão em 1974, 1975, 1978, 1979, 2005 e 2008 — e se torna o maior vencedor da era Super Bowl, com sete títulos.

New England protagonizou uma das maiores reviravoltas recentes da NFL ao retornar ao Super Bowl | Crédito: Divulgação / Patriots

Seattle Seahawks

Já o Seattle Seahawks chega à quarta final de Super Bowl de sua história, em busca do segundo título da franquia. A equipe entra em campo como favorita, com vantagem de 4,5 pontos nas casas de apostas, segundo projeções do mercado.

Um dos principais trunfos do Seattle Seahawks é o wide receiver Jaxon Smith-Njigba. Com 1.793 jardas recebidas na temporada regular, o jogador foi eleito Jogador Ofensivo do Ano e se tornou apenas o quarto atleta na história da NFL a liderar a liga em jardas recebidas e chegar ao Super Bowl na mesma temporada. Nas três ocasiões anteriores em que isso ocorreu, o jogador terminou campeão com sua equipe — um detalhe, mas que reforça a confiança dos Seahawks para a decisão.

 Jaxon Smith-Njigba (11) e Cooper Kupp (10) são as principais ameaças ofensivas de Seattle | Crédito: Brooke Sutton/Getty Images

Show do Intervalo

Além da partida em si, o Super Bowl atrai a atenção de fãs do mundo todo por outros motivos que vão além do futebol americano.

Neste ano, o tradicional Halftime Show terá Bad Bunny como atração principal. O artista porto-riquenho venceu, no último domingo (1º), o Grammy de Álbum do Ano com o disco DeBÍ TiRAR MáS FOToS e deve levar ao palco alguns dos principais sucessos da carreira, incluindo o aguardado hit DtMF.

Benito Antonio Martínez Ocasio foi o artista mais ouvido do mundo em 2025 e também fez história no mesmo ano ao realizar uma residência de shows em seu país natal, Porto Rico.

Ainda durante o intervalo, outro fator chama atenção: a transmissão do Super Bowl LX contará com comerciais que já são considerados os mais caros da história da publicidade mundial. Todos os espaços publicitários nos Estados Unidos foram vendidos antes mesmo do fim do ano passado.

Segundo fontes do mercado norte-americano, o valor de um comercial de 30 segundos variou entre US$ 8 milhões e US$ 10 milhões — o equivalente a aproximadamente R$ 42 milhões a R$ 52 milhões, na cotação atual.

Futebol (Americano) no Brasil

Talvez você já saiba disso — ou talvez estranhe a afirmação —, mas o Brasil já não é apenas o país do futebol. Também é o país do vôlei, do basquete, do tênis, do surfe, da ginástica artística, das artes marciais e de diversos outros esportes, olímpicos ou não. Dentro dessa diversidade esportiva, um destaque cresce de forma consistente ao longo dos anos: o futebol americano.

Bandeiras dos EUA e do Brasil são exibidas em campo antes da partida entre Kansas City Chiefs e Los Angeles Chargers na Neo Química Arena, em São Paulo| Crédito: Nelson Almeida / AFP

liga de futebol americano dos Estados Unidos dará mais um passo em sua expansão no país ao realizar uma partida no Maracanã, no Rio de Janeiro. O confronto terá o Dallas Cowboys como mandante — franquia mais valiosa da NFL, avaliada pela Forbes em US$ 13 bilhões.

O Brasil é considerado pela própria NFL um dos principais mercados estratégicos para a captação de novos negócios e receitas. De acordo com dados do Ibope Repucom, 35% da população brasileira se declara fã de futebol americano — somando os que se dizem interessados ou muito interessados no esporte. O percentual representa cerca de 41 milhões de brasileiros conectados à modalidade.

O número indica uma evolução de 310% em relação a 2014, o que significa que o futebol americano conquistou 31 milhões de novos fãs no Brasil em uma década, consolidando o país como uma das principais frentes de crescimento internacional da liga.

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