Sucessão no Rio. PP e União Brasil já testam novos nomes: Landim e Canella

Os nomes do prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, e do ex-presidente do Flamengo, Rodolfo Landim estão sendo cotados para concorrer a governador

A sucessão ao governo do Rio de Janeiro ganhou novos contornos e já expõe divisões dentro da União Progressista, federação recém-criada por União Brasil e PP. O deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), antes tratado como nome de consenso, perdeu força e enfrenta resistências internas após acumular desgastes políticos.

Bacellar, que chegou a assumir interinamente o Palácio Guanabara após a saída de Thiago Pampolha (União Brasil) para o Tribunal de Contas do Estado (TCE), protagonizou polêmicas em sua breve passagem como governador, entre elas a demissão do então secretário de Transportes Washington Reis (MDB), ex-prefeito de Duque de Caxias e um dos caciques políticos mais influentes do estado. O episódio minou sua relação com aliados e despertou desconfiança no bolsonarismo, especialmente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sobre eventual apoio do PL a uma candidatura sua em 2026.

União Brasil aposta em Márcio Canella

Diante da mudança do quadro, o União Brasil passou a testar o nome do prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella. Eleito em 2024 com 62,9% dos votos, Canella exibe índices expressivos de aprovação popular: segundo pesquisa Quaest, 91% dos moradores acreditam que a cidade “está no rumo certo” e 86% avaliam positivamente sua gestão.

Aliado do presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, e próximo a Washington Reis, Canella desponta como alternativa viável para a disputa de 2026, principalmente por sua base consolidada na Baixada Fluminense, reduto estratégico em qualquer eleição estadual.

PP mira em Rodolfo Landim

Do outro lado da federação, o PP avalia lançar o ex-presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, que comandou o clube entre 2019 e 2024, período marcado por conquistas expressivas, incluindo duas Libertadores da América (2019 e 2022). Landim traz a força da visibilidade adquirida nos gramados, atributo que pode atrair eleitores além do campo político tradicional.

O impasse da federação

A União Progressista, que já nasce como uma das maiores forças políticas do país, com as maiores bancadas na Câmara e no Senado, ainda aguarda a homologação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pela legislação, federações partidárias precisam manter atuação unificada por, no mínimo, quatro anos — o que obriga União Brasil e PP a convergir em torno de apenas um candidato ao governo do Rio em 2026.

O excesso de postulantes, no entanto, já provoca disputas internas e ameaça enfraquecer a federação antes mesmo de sua oficialização. No Rio, ao menos três nomes circulam como pré-candidatos ao Palácio Guanabara: Rodrigo Bacellar, Márcio Canella e Rodolfo Landim. A definição, contudo, precisará ser tomada em consenso para que a União Progressista evite fragmentação e chegue competitiva na sucessão do governador Cláudio Castro (PL).

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