A pneumologista e pesquisadora da Fiocruz, Margareth Dalcomo, considerou que a decisão da Anvisa que decidiu pelo fim da obrigatoriedade do uso de máscara em aeroportos e aviões, tomada nesta quinta-feira 18 e que entrou em vigor hoje, foi precipitada:
“Eu continuarei usando máscara em aviões. A pandemia não acabou, a transmissão ainda é alta, que temos cepas circulantes de alta capacidade de transmissão, apesar de ter diminuído o número de mortes e hospitalizações. Pensando que ainda morrem mais de 200 pessoas por dia de Covid-19 no Brasil, não é uma realidade que possamos ignorar”, diz.
Para a infectologista Ana Helena Germoglio, as pessoas têm que fazer uma avaliação própria quando estiverem em ambientes como um aeroporto.
“A gente tem que ter um novo olhar sobre o uso de máscara. Não tratar isso como uma obrigatoriedade, mas como uma opção de proteção da gente”, avaliou.
Depois de um ano e oito meses de uso obrigatório, nesta quinta-feira (18) na sala de embarque do aeroporto de Brasília muita gente estava sem máscara e viajou sem ela.
A farmacêutica Vera Lúcia decidiu continuar com a proteção. “Eu não me sinto confortável em não usar máscara. Eu vou continuar usando máscara”, afirma.
O uso de máscaras se tornou obrigatório em aeroportos e aviões em dezembro de 2020, quando o Brasil registrava cerca de 700 mortes por dia por causa da pandemia.
“A máscara cumpriu um papel de salvar vidas efetivo. Nós não podemos baixar a guarda, mas é preciso ter proporcionalidade também”, diz o diretor da Anvisa, Alex Machado Campos.
Apesar de não ser mais obrigatório, a Anvisa recomenda manter o uso da máscara nos aeroportos, principalmente por pessoas com sintomas gripais, com baixa imunidade, gestantes e idosos.
E a Anvisa manteve algumas medidas: a oferta de álcool em gel nos aeroportos e nos aviões, os procedimentos de limpeza e de desinfecção, desembarque por fileiras e avisos sonoros recomendando o uso de máscaras, especialmente por pessoas vulneráveis.






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