Siri acusa adversários de manterem influência política sobre a Saúde

Candidato do Psol/Rede promete revolucionar Saúde e Educação no Rio e critica modelo de aprovação automática adotado por Paes na prefeitura

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O candidato ao Governo do Rio William Siri (Psol/Rede) colocou Saúde e Educação entre as prioridades de sua campanha e afirmou que pretende “revolucionar” os dois setores caso seja eleito. Durante agenda em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, o vereador apresentou propostas do programa de governo da federação e direcionou críticas a adversários políticos, entre eles Eduardo Paes (PSD).

Siri afirmou que a passagem de Eduardo Paes, candidato do PSD, pela Prefeitura do Rio foi marcada pela adoção da aprovação automática de estudantes como regra, o que, segundo ele, teria melhorado artificialmente os indicadores da Educação municipal. O candidato também criticou a influência política sobre a gestão da Saúde nas esferas municipal e estadual.

“Então, nós vamos revolucionar a Educação e a Saúde”, declarou. O discurso ocorreu em uma região que Siri destacou como parte de sua própria trajetória política. Segundo ele, foi em Campo Grande que começou sua atuação política, há cerca de dez anos.

Críticas à Saúde

Ao abordar a Saúde, Siri criticou o funcionamento do Sistema Nacional de Regulação (Sisreg) e a demora enfrentada por pacientes para conseguir consultas e tratamentos. Ele também afirmou que, na Prefeitura do Rio, o setor seria comandado politicamente pelo deputado federal Daniel Soranz, ex-secretário municipal de Saúde de Paes, enquanto, no âmbito estadual, atribuiu influência ao deputado federal Doutor Luizinho.

“No nosso governo quem vai dominar a saúde é o povo”, disse Siri. “As pessoas não aguentam mais não ter tratamento do câncer, não aguentam mais não ter tratamento de hemodiálise”, acrescentou.

O programa do Psol/Rede prevê aplicar pelo menos 12% do orçamento estadual na Saúde, realizar concursos públicos, valorizar os servidores e reduzir gradualmente as terceirizações, com revisão de contratos de privatização.

A federação também propõe novos hospitais regionais, fortalecimento da Atenção Primária e criação de uma Central Única de Regulação de leitos e serviços. Na saúde mental, defende a ampliação dos CAPS e das residências terapêuticas, além do fechamento progressivo de manicômios.

Educação e CIEPs

Na Educação, Siri voltou suas críticas à gestão de Paes na capital. “Na educação, temos um candidato que foi prefeito e que todo ano forçava a adoção da aprovação automática”, afirmou. O candidato relacionou a política aos indicadores educacionais apresentados pelo município.

Como contraponto, o programa do Psol/Rede prevê recuperar os CIEPs e ampliar o ensino integral, com cultura, esporte, atendimento de saúde e alimentação. A proposta estabelece ainda limite de 30 alunos por turma, climatização das salas, bibliotecas, quadras esportivas e internet gratuita nas unidades.

O plano inclui concursos públicos, pagamento do piso nacional aos profissionais da Educação, atualização do plano de cargos e salários e redução das contratações precárias. Também prevê expansão da FAETEC, fortalecimento da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e ampliação das universidades estaduais e da assistência estudantil.

Ao final do ato, Siri pediu votos para candidatos do Psol/Rede à Assembleia Legislativa (Alerj) e à Câmara dos Deputados, argumentando que precisará de apoio parlamentar para implementar as propostas. Também declarou apoio a Mônica Benício (Psol) e Benedita da Silva (PT) para o Senado e à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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