Sete policiais morrem em atentado na Colômbia; missão de Gustavo Petro pela “paz total” não será fácil

Um ataque com explosivos em uma zona rural no sudoeste da Colômbia matou sete policiais nesta sexta-feira (2), informou o presidente do país, Gustavo Petro, numa rede social. Trata-se do mais grave atentado contra forças de segurança desde que ele assumiu o poder, no início do mês passado, com um plano de mudar a violência no país.…

Um ataque com explosivos em uma zona rural no sudoeste da Colômbia matou sete policiais nesta sexta-feira (2), informou o presidente do país, Gustavo Petro, numa rede social. Trata-se do mais grave atentado contra forças de segurança desde que ele assumiu o poder, no início do mês passado, com um plano de mudar a violência no país.

O político havia inicialmente dado a informação de que seriam oito as vítimas, mas a contagem foi revisada pelo governo, segundo a agência Reuters. O oitavo agente teria ficado ferido.

A informação é do jornal Folha de Sãom Paulo com agências internacionais,

A polícia afirma que os agentes morreram quando o veículo em que estavam foi atingido por explosivos em San Luis, no departamento de Huila. O povoado fica a cerca de duas horas de Neiva, capital regional. Segundo uma fonte informou à agência AFP, os agentes teriam caído em uma espécie de emboscada. Três das vítimas tinham 20 anos ou menos.

Petro não nomeou os autores do ataque, mas sabe-se que dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) operam na região. Pouco depois de anunciar o ataque, o presidente se dirigiu com o ministro da Defesa, Iván Velásquez, a Neiva, onde se reuniu com a chefia de polícia local e determinou a instalação de um posto de comando.

Velásquez exortou as Forças Armadas a “responderem com contundência” ao que definiu em um tuíte como ataque à paz. O representante especial da direção da ONU na Colômbia, Carlos Ruiz, também defendeu em comunicado que todos os lados continuem a insistir em esforços pela paz.

Segundo dados do governo, cerca de 2.400 guerrilheiros ligados às Farc rejeitam o acordo de paz negociado por sua antiga liderança em 2016.

Petro, primeiro presidente de esquerda da Colômbia, ele próprio um ex-guerrilheiro associado ao grupo M-19, busca avançar nas tratativas de paz com o Exército de Libertação Nacional (ELN), deixadas de lado em 2019 após um ataque a escola de polícia que deixou 21 mortos e 68 feridos.

Para Petro, o atentado de agora é uma clara “tentativa de sabotagem à paz total”, como escreveu no Twitter. Ele acrescentou que pediu às autoridades para investigar o caso.

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