A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) abriu os trabalhos legislativos, nesta terça-feira (3), com um ingrediente a mais de tensão. Servidores públicos ocuparam as galerias do Palácio Tiradentes para cobrar recomposição salarial e protagonizaram manifestações durante a cerimônia solene.
A sessão foi conduzida pelo presidente em exercício da Casa, Guilherme Delaroli (PL). O governador Cláudio Castro (PL) não participou da solenidade por estar em viagem oficial e informou que enviará posteriormente à Alerj a mensagem com o plano de governo para o ano.
A sessão contou com a presença do governador em exercício e presidente do Tribunal de Justiça do Rio, o desembargador Ricardo Couto de Castro, que acabou não lendo o plano de governo do Executivo estadual como havia sido anunciado.
Manifestação nas galerias
Durante a abertura dos trabalhos, um grupo de servidores ocupou a galeria em frente à Mesa Diretora e entoou gritos de “recomposição”, em referência à reivindicação de reposição das perdas inflacionárias acumuladas nos últimos anos. Diante das manifestações, Delaroli acionou a segurança da Casa e determinou a retirada dos manifestantes, sob o argumento de que a mobilização estaria interferindo no andamento da sessão solene.
A decisão provocou reação imediata dos servidores, que passaram a gritar “vergonha!”. Após o encerramento da transmissão oficial da solenidade, o presidente em exercício recuou e autorizou a permanência do grupo nas galerias, desde que as manifestações ocorressem apenas nos intervalos entre as falas dos deputados, sem interrupções dos trabalhos legislativos. Também ficou acertado que os servidores poderiam acompanhar a primeira sessão ordinária do ano.
Debate sobre ICMS Educacional
O tema voltou ao centro do plenário durante o debate sobre o projeto do ICMS Educacional. Na ocasião, o deputado Luiz Paulo se manifestou em defesa dos servidores que protestavam nas galerias, posicionando-se favoravelmente ao direito de manifestação do grupo no espaço da Assembleia.
A abertura do ano legislativo, marcada por protestos e negociações para manter a sessão em andamento, evidenciou a pressão de pautas salariais logo no início dos trabalhos e antecipou um ambiente de debates intensos na Alerj ao longo de 2026.






Deixe um comentário