Servidores da Uenf aguardam por reajuste salarial do estado há quase 20 anos

Precarização na carreira dos profissionais da universidade foi tema de debate na Comissão de Ciência e Tecnologia da Alerj, em Campos

Com um plano de carreira sem reformulação há 18 anos, o salário dos servidores da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf) perderam poder de compra em mais de 40%.

A informação foi divulgada pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN, nesta sexta-feira (07/06), durante audiência pública da Comissão de Ciência e Tecnologia, da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), realizada no Centro de Convenções da universidade, em Campos dos Goytacazes.

Segundo a instituição, os gastos com a UENF representam 0,33% de todo o orçamento do estado, o que, na avaliação dela, a questão financeira não seria um empecilho para a implementação do plano.

“A aprovação desse plano não é apenas uma questão financeira, mas sim uma forma de justiça que visa a extinguir anos de desvalorização do serviço público e estabelecer um novo padrão de equidade e reconhecimento profissional a todas as categorias”, pontuou Rosana Rodrigues, reitora da universidade.

Porém, para que o plano seja reformulado, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) solicita uma medida compensatória para que os vencimentos passem a vigorar. O órgão afirma que a aprovação do plano geraria um aumento de despesas para o estado que se encontra em Regime de Recuperação Fiscal.

Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), por sua vez, diz que a cada R$ 1,00 investido em educação o retorno é de R$ 1,85 para o estado, reafirmando que os gastos com a educação são investimentos.

“Nós sabemos o quanto em pesquisa e desenvolvimento social-acadêmico essa universidade entregou para o estado. É inconcebível que os servidores da instituição estejam há quase 20 anos com um plano de carreira congelado”, avaliou a presidente do colegiado da Aler, a deputada Elika Takimoto (PT).

Ela disse que buscará meios para que o governo do estado coloque em pauta a discussão do novo plano, além de estabelecer um diálogo com o Governo Federal para que as universidades estaduais sejam retiradas do Regime de Recuperação Fiscal (RRF).

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