Senadora Katia Abreu compara ministro Ernesto Araújo a marginal

A presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Katia Abreu, reagiu à declaração do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que neste domingo disse que a pressão que sofre no Congresso é por interesses relacionados à tecnologia 5G e não por causa das vacinas contra a covid-19. A parlamentar, em uma nota divulgada à…

A presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Katia Abreu, reagiu à declaração do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que neste domingo disse que a pressão que sofre no Congresso é por interesses relacionados à tecnologia 5G e não por causa das vacinas contra a covid-19. A parlamentar, em uma nota divulgada à imprensa, disse que o Brasil não pode mais ter “a face de um marginal” e voltou a pressionar pela saída do ministro.

“O Brasil não pode mais continuar tendo, perante o mundo, a face de um marginal. Alguém que insiste em viver à margem da boa diplomacia, à margem da verdade dos fatos, à margem do equilíbrio e à margem do respeito às instituições. Alguém que agride gratuitamente e desnecessariamente a Comissão de Relações Exteriores e o Senado Federal”, escreveu a senadora.

Kátia Abreu disse, na nota, que “é uma violência resumir três horas de um encontro institucional a um tuíte que falta com a verdade. Em um encontro institucional, todo o conteúdo é público.” Ela disse ter defendido na conversa que os certames licitatórios “não podem comportar vetos ou restrições políticas”, ao falar sobre 5G, e ressaltou, na nota, que já falou abertamente sobre esse tema na imprensa.

A senadora disse que ainda alertou o chanceler dos prejuízos que um veto à China na questão poderia causar às exportações, especialmente ao agronegócio. “Defendi também que a questão do desmatamento na Amazônia deve ser profundamente explicada ao mundo no contexto da negociação para evitar mais danos comerciais ao Brasil”, escreveu.

“Se um Chanceler age dessa forma marginal com a presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado da República de seu próprio país, com explícita compulsão belicosa, isso prova definitivamente que ele está à margem de qualquer possibilidade de liderar a diplomacia brasileira. Temos de livrar a diplomacia do Brasil de seu desvio marginal.”, finalizou Kátia, na nota.

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