Couto troca comando da Casa Civil e avança em reestruturação no RJ

Flávio Willeman assume pasta estratégica; mudanças incluem remanejamento de secretários e saída de aliados do grupo de Cláudio Castro

O governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, intensificou a reformulação no alto escalão do Palácio Guanabara e nomeou o procurador do estado Flávio Willeman como novo secretário-chefe da Casa Civil. A decisão foi publicada em edição extraordinária do Diário Oficial do Poder Executivo divulgada na noite desta terça-feira (14) e marca mais um movimento na reorganização do governo estadual.

Willeman assume o posto no lugar de Marco Simões, que, por sua vez, foi realocado para a Secretaria do Gabinete do Governador. Ele substitui Rodrigo Abel, exonerado no dia anterior. As mudanças fazem parte de uma série de decretos que vêm sendo publicados desde a semana passada.

Com 26 anos de atuação na Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RJ), Flávio Willeman tem experiência consolidada no Direito público e privado. Ele também já atuou como vice-presidente jurídico do Flamengo, entre 2013 e 2019, e foi desembargador eleitoral no Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), de 2014 a 2016.

As alterações na Casa Civil ocorrem após uma sequência de mudanças iniciadas com a saída de Nicola Miccione, em março, logo depois da renúncia do ex-governador Cláudio Castro. Na ocasião, Marco Simões, então chefe de gabinete, assumiu interinamente a função. Miccione deixou o cargo para disputar o mandato-tampão ao lado do deputado estadual Douglas Ruas (PL).

Além da Casa Civil, Couto também promoveu mudanças em outras áreas estratégicas. No último dia 6, o delegado Roberto Lisandro Leão foi nomeado para comandar interinamente a Secretaria de Governo (Segov), responsável por programas como o Segurança Presente — iniciativa que atua com policiamento de proximidade e presença ostensiva em mais de 50 bases na capital e na Região Metropolitana.

A reestruturação também atingiu o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que teve sua cúpula exonerada. Em seguida, 21 servidores foram dispensados, incluindo delegados, comissários e policiais militares. Parte desses profissionais atuava no programa Barricada Zero, voltado à retirada de obstáculos em áreas sob influência do crime organizado.

Criado para substituir a antiga Casa Militar, o GSI ampliou suas funções durante a gestão de Cláudio Castro, passando a administrar aeronaves do estado e coordenar ações operacionais em comunidades.

Desde que assumiu interinamente o governo, Ricardo Couto tem promovido mudanças nas áreas mais próximas ao núcleo decisório, sinalizando uma nova configuração administrativa no estado.

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