Senado aprova continuidade dos incentivos ao setor de eventos, mas governo consegue reduzir para 30 as áreas beneficiadas

Governo tentava o fim do projeto e foi necessário negociar com o Congresso, que defendeu a continuidade do programa

O Senado aprovou nesta terça-feira (30) um projeto que reduz a quantidade de setores beneficiados pelo Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse). O texto aprovado não sofreu alterações em relação ao que foi votado pela Câmara dos Deputados e agora aguarda a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Apesar da resistência inicial do governo, que buscava o fim do projeto, foi necessário negociar com o Congresso, que defendia a continuidade do programa. Com a aprovação do projeto, o número de setores contemplados pelo Perse, que atualmente é de 44, será reduzido para 30.

Entre os setores que ficam de fora estão:

  • albergues, exceto assistenciais;
  • campings;
  • pensões (alojamento);
  • produtora de filmes para publicidade;
  • serviço de transporte de passageiros – locação de automóveis com motorista; e
  • organização de excursões em veículos rodoviários próprios, intermunicipal, interestadual e internacional.

O Perse foi criado em 2021, em plena pandemia de Covid-19, para auxiliar profissionais que trabalham com eventos, por meio de isenção fiscal.

O programa zera a alíquota de quatro tributos, inclusive do Imposto de Renda, de empresas do setor como, por exemplo, hotéis, bares, bufês, agências de viagem e de produções musicais.

Após acordo entre a equipe econômica e líderes da Câmara, foi possível estipular um limite de gasto de R$ 15 bilhões com as isenções fiscais até 2026.

A duração do programa será, portanto, limitada de duas formas: ao atingir o valor de R$ 15 bilhões ou ao chegar em dezembro de 2026.

A relatora no Senado, Daniella Ribeiro (PSD-PB), tentou mudar o texto para que esse valor do teto fosse corrigido pela inflação nos próximos dois anos.

Mas, como o impacto seria de cerca de R$ 2 bilhões a mais, o governo negociou para retirar a sugestão.

O governo, em especial a equipe econômica, vinha querendo encerrar o Perse. Em busca de fechar o rombo das contas públicas, o Ministério da Fazenda contava com os impostos desses setores para melhorar as receitas.

Mas o Congresso não aceitou acabar com o programa. Durante as negociações, o governo propôs reduzir os setores beneficiados de 44 para 12. No fim, o número ficou em 30.

Com informações do g1.

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