O debate entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo, realizado nesta sexta-feira (20) pelo SBT, portal Terra e Rádio Nova Brasil, destacou-se por ser mais calmo e focado na apresentação de propostas, contrastando com os encontros anteriores marcados por tumultos, como a cadeirada de José Luiz Datena (PSDB) em Pablo Marçal (PRTB).
Marçal, que marcou suas participações anteriores por acusações, ofensas e provocações, pediu perdão aos eleitores e prometeu uma postura mais madura, afirmando que já havia mostrado sua “pior versão” e que, a partir de agora, apresentaria sua postura de governante.
“Eu quero pedir perdão pra todo eleitor paulistano, que a minha tentativa até o último debate, a campanha começa pra valer agora, foi expor o caráter de cada um, de alguém que precisa de internação psiquiátrica, de outro que tem um perfil ditatorial, de alguém que tem boletim de ocorrência em relação a violência doméstica, de alguém que demonstra, você viu. Não adianta ouvir propostas de 10 candidatos sendo que eles não são viáveis emocionalmente, espiritualmente, fisicamente”, afirmou.
Mudança de postura coincide com aumento de rejeição
A mudança de postura de Marçal coincide com sua alta taxa de rejeição (47%), a maior entre os candidatos, que disparou nas últimas semanas. Ele foi o último a ser escolhido para responder perguntas no primeiro bloco, mas utilizou sua fala para criticar os adversários e destacar sua trajetória como empreendedor.
Participaram do evento os seis principais nomes na disputa: Guilherme Boulos (PSOL), Datena, Marina Helena (Novo), Pablo Marçal, Ricardo Nunes (MDB) e Tabata Amaral (PSB).
No primeiro bloco, Guilherme Boulos foi o primeiro a questionar Datena sobre segurança pública, com ambos focando suas propostas no combate à violência doméstica. Em seguida, Ricardo Nunes e Boulos discutiram sobre mudanças climáticas, enquanto Marina Helena alfinetou Datena durante uma pergunta sobre zeladoria, mencionando que o tucano “aprendeu a falar propostas”. Datena, por sua vez, questionou Tabata Amaral sobre saúde, que depois direcionou sua pergunta a Marçal, focando na educação.
Durante o segundo bloco, jornalistas convidados fizeram perguntas aos candidatos, mantendo o tom propositivo. O debate seguiu com perguntas de Simone Queiroz e Fabio Diamante, do SBT, e Luciana Pioto, do Terra. No terceiro bloco, uma nova rodada de perguntas permitiu que Marçal fosse o primeiro a questionar os adversários, embora ele tenha sido um dos últimos a ser escolhido para responder.
O encontro teve um tom mais moderado, focado em temas importantes para a cidade de São Paulo, como segurança, clima e zeladoria, sem os tumultos e brigas que marcaram os debates anteriores.
Com informações do g1





