Com tom menos agressivo, debate no SBT começa com pedido de perdão de Marçal

Após atingir 47% de rejeição, candidato do PRTB ameniza discurso e diz que já mostrou sua “pior versão”

O sétimo debate entre os candidatos a prefeito de São Paulo, promovido pelo SBT nesta sexta-feira (20), começou em tom bem mnenos agressivo que os confrontos anteriores. Pablo Marçal (PRTB) mudou sua postura, após atingir 47% de rejeição. “Quero pedir perdão, meu objetivo até agora, e a campanha começa agora, foi expor o perfil de cada um”, disse. “A minha pior [versão] eu já mostrei nos debates, a partir de agora você vai ver postura de governante”, completou.

 Um dos poucos momentos mais acalorados ocorreu no primeiro bloco: Tabata Amaral (PSB) criticou Marçal, ao lembrar sua condenação na Justiça por fraude bancária. Também participaram Ricardo Nunes (MDB), Guilherme Boulos (PSOL), José Luiz Datena (PSDB) e Marina Helena (Novo) O debate é promovido em parceria com o portal Terra e a Rádio Novabrasil.

Beneficiada pelo sorteio do tema de educação, Tabata perguntou a Marçal o que ele pensa sobre o programa “Pé-de-meia”, do governo federal, de sua autoria como deputada. O projeto oferece incentivo financeiro a estudantes de escolas públicas.

Marçal até elogiou a adversária. Deu os “parabéns” para a oponente pelo programa e citou cinco propostas para “revolucionar a educação” na cidade de São Paulo, entre elas transformar a escola pública em “escola olímpica”, oferecendo mais de 60 modalidades porque “o esporte molda caráter”.

Tabata foi para o ataque na réplica, dando o primeiro direito de resposta do programa ao sugerir que o empresário enganava as pessoas em seus cursos e mentorias.

“Pablo Marçal é como o jogo do tigrinho: promessas fáceis que podem até atrair quem está desiludido, mas que lascam com a vida da maioria das pessoas”,  declarou a deputada.

No segundo bloco do debate, os candidatos à prefeitura de São Paulo responderam a perguntas de jornalistas, com comentários de seus adversários. Boulos foi indagado sobre como agiria, se eleito, caso houver resistência às ordens da Guarda Civil Metropolitana (GCM) como ele mesmo teve quando fazia parte do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST). O psolista chegou a ser detido por três vezes durante protestos ou ocupações quando fazia parte do movimento. Boulos disse que a relação com a GCM será “muito tranquila e de muito respeito”, sem responder especificamente à questão. Marina Helena foi a responsável por comentar, e resolveu partir para o ataque:

“O partido dele entrou no Supremo Tribunal Federal para garantir a saidinha dos presos, também foi contrário a retirar as barracas dentro da cracolândia que vendem drogas, é apoiado por Lula que é um bandido, ele foi num desfile de escola de samba que vestiu os policiais de demônios, é assim que ele vê a polícia. Boulos, por que você gosta tanto de defender bandido?”

Boulos respondeu falando sobre saúde:

“É muito triste ver esse nível de alguém que quer governar a cidade de São Paulo. Eu estou preocupado com os próximos quatro anos, e particularmente com você mulher, mãe, que está na fila de um exame em São Paulo. As pessoas esperam meses e até mais de ano por isso eu vou criar o Hospital da Mulher na cidade de São Paulo, junto com o nosso programa Mais Médicos Especialidades”.

Nunes foi questionado por jornalista sobre o aumento no número de mortes no trânsito em São Paulo, um acréscimo de 31,6% no primeiro semestre do ano, segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SP), em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado é o mais letal desde 2015 para os meses entre janeiro e junho de cada ano.

 Ainda assim, em abril o prefeito vetou a instalação de novos radares na cidade. Ele explicou que a decisão foi para “não ter indústria da multa” com radares sem estudo técnico. Boulos, ao comentar a resposta, defendeu que a “educação no trânsito é muito importante para que São Paulo deixe de ter esse recorde de mortes” e questionou o adversário sobre suas falas recentes se colocando contra a obrigatoriedade da vacina.

“Esses dias ele falou que errou ao defender a vacinação obrigatória, a vacinação foi tão importante na pandemia, e agora para agradar aliados ele diz que não. Por isso vou te perguntar, Ricardo Nunes, você defende vacina obrigatória caso São Paulo enfrente uma nova pandemia?”

Nunes respondeu:

“Olha, Boulos, o nível está tão bom e você quer baixar. Sobre vacina, o que eu falei é que às vezes a gente erra, não precisa obrigar as pessoas para ir para uma igreja, para um bar, apresentar o comprovante da vacina”.

Com informações de O Globo

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