O segurança Carlos Alberto Rodrigues do Rosário Júnior, acusado de matar o morador em situação de rua Luís Felipe Silva dos Santos, de 43 anos, com golpes de cassetete vai a júri popular nesta terça-feira (03). O crime aconteceu em 2024, na região da Praça Mauá, Centro do Rio.
O julgamento começa às 13h, na 2ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, sob a presidência da juíza Elizabeth Machado Louro. O réu responde por homicídio qualificado e segue preso. A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro atua como assistente de acusação por meio do Núcleo de Direitos Humanos (NUDEDH).
O crime ocorreu na manhã de 23 de agosto de 2024, em frente ao Restaurante Flórida. Imagens de câmeras de segurança registraram toda a sequência de agressões que resultaram na morte de Luís Felipe.
Vítima pedia comida quando foi agredida
De acordo com as investigações, a vítima estava no local pedindo comida quando se envolveu em uma discussão com o segurança, um cliente e funcionários do restaurante. Em seguida, Carlos Alberto teria pegado um cassetete de madeira, empurrado Luís Felipe ao chão e iniciado as agressões.
Após conseguir se levantar, o morador de rua correu para trás de uma banca, pegou uma pedra e a lançou em direção ao restaurante. Ele tentou fugir atravessando a rua, mas foi perseguido pelo segurança. Do outro lado da via, em frente ao Museu de Arte do Rio (MAR), Carlos Alberto alcançou a vítima e voltou a agredi-la com golpes de cassetete e chutes. Luís Felipe caiu e não resistiu.
As imagens também mostram que dois guardas municipais estavam sentados em uma mesa próxima no início da confusão e nada fizeram.
Preso no mesmo dia
Carlos Alberto foi preso em flagrante na noite do mesmo dia por agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Segundo o delegado Paulo Saback, responsável pelo caso, os vídeos de segurança e os depoimentos de testemunhas foram decisivos para a identificação e prisão do acusado.
Luís Felipe era natural de Queimados, pai de três filhos, e vivia em situação de rua havia cerca de dois anos. Após a morte da mãe, enfrentou um processo de desestruturação familiar, marcado por alcoolismo, uso de drogas e conflitos domésticos.






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