Segunda suspeita de dopar e roubar turistas britânicos em Ipanema é presa

No dia 11 de agosto, a delegacia indiciou as três envolvidas; uma segue foragida

Agentes da da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat) prenderam, nesta sexta-feira (5), Mayara Ketelyn Américo da Silva, segunda mulher envolvida no roubo de turistas britânicos na praia de Ipanema, no dia 8 de agosto. Ela estava escondida em um motel de Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, e foi capturada após uma denúncia anônima.

No dia 11 de agosto, a especializada indiciou as três envolvidas pelos crimes de roubo qualificado, associação criminosa e furto qualificado mediante fraude eletrônica, devido ao acesso e desvio de dinheiro da conta bancária de uma das vítimas.

As outras duas envolvidas são: Amanda Couto Deloca, de 23 anos, que está presa, e Raiane Campos de Oliveira, de 27, que segue foragida.

Segundo a Deat, o crime ocorreu após um encontro em um bar na Lapa, Região Central da cidade. Os turistas relataram que receberam das mulheres copos de caipirinha e, a partir desse momento, não se lembram do que aconteceu. Mais tarde, um deles chegou a desmaiar na areia da praia de Ipanema, cena que foi registrada por testemunhas e viralizou nas redes sociais.

Prejuízo e transações suspeitas

De acordo com a polícia, o prejuízo final foi estimado em cerca de R$ 14,6 mil. Inicialmente, uma das vítimas afirmou ter perdido R$ 110 mil, mas em novo depoimento explicou que, embora os criminosos tenham tentado movimentar aproximadamente R$ 150 mil (20 mil libras) de um investimento, a maior parte permaneceu na conta.

A quadrilha conseguiu efetuar compras no valor de 1,7 mil libras e converter 300 libras em bitcoins — valores que, com a cotação de R$ 7,30 por libra, totalizam quase R$ 15 mil.

Histórico criminal

Entre as acusadas, Raiane Campos de Oliveira tem um histórico extenso com a polícia, acumulando 20 passagens e seis meses de prisão.

Em 2023, ela chegou a ser condenada a seis anos de regime semiaberto por roubar um turista inglês que também alegou ter sido dopado após conhecê-la em um evento na Pedra do Sal.

No entanto, a 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio a absolveu, por entender que não havia provas suficientes de sua participação no crime.

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