A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga um caso de “boa noite, Cinderela” contra dois universitários britânicos em Ipanema, Zona Sul da cidade, informa reportagem do portal g1. As vítimas afirmam que foram dopadas por três mulheres que conheceram durante uma roda de samba na Lapa. Segundo os jovens, o golpe resultou em um prejuízo de aproximadamente R$ 110 mil.
De acordo com as investigações, uma testemunha registrou o momento em que um dos estudantes caiu desacordado na areia da praia. As imagens também mostram as três suspeitas correndo e entrando em um táxi para deixar o local.
Os universitários contaram que conheceram as mulheres na noite de quarta-feira (7). Já no fim da madrugada de quinta-feira (8), o grupo seguiu para bares na Zona Sul. Durante o trajeto, em Ipanema, uma das vítimas recebeu de uma das suspeitas uma caipirinha que, segundo relata, teria sido “batizada”. Após ingerir a bebida, o jovem perdeu a consciência.
Um morador que passava pela Avenida Vieira Souto flagrou o rapaz cambaleando antes de cair na areia e, em seguida, filmou as suspeitas fugindo em um táxi. As vítimas foram socorridas e levadas para a UPA de Copacabana, recobrando a consciência horas depois, ainda sob efeito da substância.
🚨 𝐃𝐎𝐏𝐀𝐆𝐄𝐌 𝐂𝐎𝐌 𝐂𝐀𝐈𝐏𝐈𝐑𝐈𝐍𝐇𝐀 | Polícia investiga mulheres suspeitas de dopar universitários britânicos no Rio com ‘caipirinha batizada’ para roubar iPhones e dinheiro pic.twitter.com/XOcbOY4pjN
— Agenda do Poder (@agendadopoder) August 10, 2025
A Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat) identificou as suspeitas como Amanda Couto Deloca, de 23 anos; Mayara Ketelyn Américo da Silva, de 26; e Raiane Campos de Oliveira, de 27. De acordo com a polícia, elas são garotas de programa que atuam em áreas turísticas como Lapa, Pedra do Sal, Copacabana, Ipanema e Leblon.
O taxista que levou as suspeitas à Avenida Mem de Sá, na Lapa, foi localizado e prestou depoimento, mas a polícia descartou seu envolvimento no crime.
Segundo os universitários, além de terem os celulares — um iPhone 16 e um iPhone 14 — roubados, foi feita uma transferência não autorizada de 16 mil libras (cerca de R$ 110 mil) de uma conta bancária.
A delegada Patrícia Alemany, titular da Deat, afirmou que uma das acusadas, Raiane, já havia sido presa no ano passado pelo mesmo crime, cumpriu seis meses de prisão e voltou a praticar golpes semelhantes.
As suspeitas foram reconhecidas pelas vítimas por meio de vídeos postados nas redes sociais, nos quais aparecem ao lado dos turistas, que já estavam visivelmente alterados. A polícia apurou que elas residem no Complexo do Chapadão, na Zona Norte do Rio.
A reportagem não conseguiu contato com as defesas das três mulheres.






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