O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor Santos, revelou nesta segunda-feira (9) que forças de segurança encontraram grandes estruturas usadas por quadrilhas especializadas em roubo de veículos no Complexo da Maré, na Zona Norte. A operação, que é parte da ação Torniquete, já resultou até agora em 10 presos, três mortos e dois feridos. Santos explicou que as quadrilhas estavam envolvidas na clonagem de veículos de luxo, que eram enviados para outros estados, especialmente no Nordeste.
O secretário lamentou os transtornos causados pelo fechamento de vias expressas, como a Linha Amarela e a Avenida Brasil, devido à operação, que colocou motoristas no meio do fogo cruzado. Ele ressaltou que os grandes complexos do Rio de Janeiro se tornaram “bunkers de criminosos” e que a Secretaria de Segurança não tolerará esse tipo de conduta, comprometendo-se a realizar operações em qualquer local necessário.
Entre os traficantes procurados estão Rodrigo da Silva Caetano, conhecido como Motoboy, e Jorge Luís Moura Barbosa, o Alvarenga, membros do Comando Vermelho (CV). Ambos são responsáveis por gerenciar quadrilhas que roubam veículos e cargas para financiar a facção, comprando armamentos, munições e pagando uma “mesada” às famílias de presos ligados à organização criminosa. A operação segue em andamento ao longo da semana.
Traficantes do Comando Vermelho (CV) eram procurados — entre eles, Rodrigo da Silva Caetano, conhecido como Motoboy, e Jorge Luís Moura Barbosa, o Alvarenga.
Os dois são responsáveis, entre outros crimes, “por arquitetar e gerenciar quadrilha de roubos de veículos e de cargas para financiar a ‘caixinha’ da referida organização criminosa, o que viabiliza a compra de armamento, munição e o pagamento de uma ‘mesada’ aos parentes de presos faccionados, bem como das lideranças da facção”, explicou a nota da Polícia Civil.

Traficante Mário Macaco é preso — Foto: Reprodução
Um dos presos é o traficante Luiz Mário dos Santos Júnior, o Mário Macaco, do CV. Ele foi capturado em casa, com munição e granada.
“A gente atua hoje no Complexo da Maré, que é também um braço operacional e logístico que fomenta todo esse roubo de carga e automóvel no Rio de Janeiro, onde o quartel general é a Penha”, explica o diretor do Departamento de Polícia Especializada, André Neves.

Avenida Brasil ficou fechada por cerca de 20 minutos — Foto: Betinho Casas Novas/TV Globo
“Um dos presos é um dos grandes roubadores da região, responsável por corte de veículo, remessa de peça de veículo para outros estados. Então, há essa organização criminosa fomentando esse tipo de delito. Então, é mais um braço da operação. Essa Operação Torniquete ataca in loco os receptadores, os roubadores, a lavagem de dinheiro e toda essa seara financeira que fomenta todo esse tipo de crime que assola tanto a população do Rio de Janeiro”, completou.
Passageiros que estavam em um ônibus também se amontoaram para não serem vítimas de balas perdidas.
Com informações do g1.





