RICARDO BRUNO
Por determinação do secretário de Segurança Pública, Victor Cesar dos Santos, os comandantes das polícias Civil e Militar, delegado Felipe Cury e coronel Marcelo de Menezes, cancelaram a viagem oficial que fariam a El Salvador ao lado do senador Flávio Bolsonaro. Como antecipou a Agenda do Poder, a comitiva tinha encontro previsto com o presidente Nayib Bukele para conhecer de perto o modelo salvadorenho de combate ao crime organizado, considerado hoje referência para setores da direita brasileira.
A decisão foi tomada após Victor Cesar dos Santos determinar que seus auxiliares permanecessem no Rio para planejar as próximas operações. A cúpula da segurança já estuda novas ações de grande porte, semelhantes à megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão. Ainda este ano, o governo do estado pretende deflagrar ao menos mais uma grande ofensiva voltada a sufocar o Comando Vermelho e o Terceiro Comando.
Cury e Menezes viajariam a El Salvador para, juntamente com Flávio e Eduardo Bolsonaro, visitar instituições e projetos que se tornaram símbolos da política de endurecimento contra o crime no país centro-americano. Entre os compromissos estava a ida ao COT — Centro de Confinamento do Terrorismo — a gigantesca prisão com capacidade para 40 mil detentos e considerada o maior ícone da estratégia de mão de ferro adotada por Bukele.
Antes do cancelamento, o comandante da PM havia comentado a expectativa em torno da viagem em entrevista ao programa Jogo do Poder:
“Vamos beber na exitosa fonte de conhecimento daquele país para que possamos estabelecer uma nova modelagem de policiamento.”






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