Secretário da Defesa dos EUA confessa interesse econômico de seu país sobre a guerra na Ucrânia: “uma bênção”

Lloyd Austin enfatizou que o conflito permitiu a criação de mais empregos no setor militar-industrial.

O conflito na Ucrânia é “uma bênção para a economia dos EUA”, pois permitiu a criação de mais empregos no setor militar-industrial do país, disse o secretário da Defesa, Lloyd Austin. Falando em uma reunião do Conselho de Concorrência da Casa Branca na terça-feira (5), o chefe do Pentágono prometeu que Washington continuaria a pressionar por uma indústria de defesa mais forte, especialmente à luz do conflito entre a Ucrânia e a Rússia.

Austin afirmou que a assistência militar estadunidense a Kiev não só “salvou vidas” e manteve a Ucrânia na luta, mas também fortaleceu a economia dos EUA.

“Esses investimentos expandiram as instalações e criaram empregos para os trabalhadores norte-americanos. E as armas que enviamos à Ucrânia para ajudar a se defender são fabricadas nos [Estados Unidos da] América por trabalhadores norte-americanos em todo o país — do Texas a Ohio e ao Arizona”, acrescentou a autoridade.

O conflito na Ucrânia também destacou a necessidade de melhorar a produção militar, segundo Austin, que enfatizou a coordenação com os aliados de Washington. Ele também instou os legisladores dos EUA a adotarem um pacote de segurança nacional que destinaria US$ 60 bilhões (cerca de R$ 297,5 bilhões) para Kiev. O projeto de lei continua paralisado no Congresso devido à oposição dos republicanos, que exigiram que a Casa Branca resolvesse a crise de segurança na fronteira com o México.

Os EUA têm sido o principal apoiador militar da Ucrânia, fornecendo a Kiev cerca de US$ 45 bilhões (cerca de R$ 223,1 bilhões) em armas entre janeiro de 2022 e janeiro de 2024, enquanto os compromissos totais atingiram mais de US$ 70 bilhões (aproximadamente R$ 347 bilhões), de acordo com o Instituto de Kiel para a Economia Mundial. Os relatórios sugerem que a pressão dos EUA para armar a Ucrânia colocou um peso significativo sobre os arsenais do próprio país.

Embora responsáveis da administração do presidente Joe Biden tenham argumentado que a maior parte dos fundos para a Ucrânia está sendo gasta dentro dos EUA, alguns republicanos criticaram a Casa Branca por alocar dólares dos contribuintes a países estrangeiros, em vez de resolver diretamente os problemas internos.

De acordo com uma sondagem de dezembro realizada pelo Pew Research Center, 31% dos estadunidenses acreditam que seu país presta apoio demasiado à Ucrânia, enquanto 29% dizem que o atual nível de assistência é o correto.

A Rússia denunciou repetidamente os envios de armas ocidentais para a Ucrânia, alertando que apenas prolongarão o conflito. A representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse em dezembro que os EUA provavelmente continuariam a alimentar o conflito na Ucrânia em 2024, desde que conseguissem retirar fundos dos contribuintes estadunidenses.

Com informações do 247.

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