A Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc-RJ) lançou uma ferramenta para registrar situações de risco no ambiente escolar. O serviço possibilita que unidades escolares registrem situações de conflito, eventos que possam interferir na rotina escolar ou o situações de risco para estudantes e profissionais da educação. O lançamento foi feito nesta segunda-feira, no Colégio Estadual José Leite Lopes (Nave), na Tijuca.
A ferramenta Registro de Violência Escolar (RVE) está disponível para as 1.233 escolas do estado a partir desta segunda. Segundo a secretária de Estado de Educação, Roberta Barreto, o sistema permitirá o registro de ocorrência para qualquer tipo de violência, seja bullying, racismo, furto, agressão ou qualquer outra.
“As Polícias Militar e Civil do Rio de Janeiro e o Conselho Tutelar farão uma leitura e intervirão preventivamente em casos de risco para a comunidade escolar, a fim de garantir a segurança e a cultura de paz”, explicou a secretária no evento de lançamento. O serviço será disponibilizado na plataforma Conexão Educação.
A partir dos dados gerados pela ferramenta, a secretaria conseguirá mapear e monitorar as situações de risco de cada escola e, dessa forma, elaborar ações de prevenção específicas para cada demanda.
Segundo a Seeduc-RJ, a nova ferramenta contribuirá também para articular as diferentes políticas necessárias para a proteção, promoção e desenvolvimento integral dos estudantes, atuando conjuntamente a outros agentes das redes de saúde, segurança e proteção social.
De acordo com Ângelo Hottz, coordenador de Pesquisa e Bancos de Dados da Seeduc-RJ, as informações serão armazenadas num banco de dados e convertida num painel de inteligência. Esse painel vai possibilitar a análise dos dados, verificar o contexto das violências, e ajudar a traçar estratégias para resolver e minimizar as ocorrências nas escolas.
O serviço é parte do Plano de Ações Integradas de Segurança e Cultura de Paz nas Escolas (SegPaz) elaborado pela Seeduc-RJ, dentro das propostas apresentadas pelo Comitê Intersetorial de Segurança Escolar, criado pelo governador Cláudio Castro.
Com informações do GLOBO.





