A Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor é um dos poucos espaços da administração estadual ainda sob controle de remanescentes do governo anterior. A rigor, a pasta permanece na órbita do senador Flávio Bolsonaro, responsável pela indicação do então secretário Gutemberg Fonseca ao ex-governador Cláudio Castro.
Ao deixar o cargo para disputar as eleições, Fonseca conseguiu emplacar no comando da secretaria o seu então subsecretário, Rogério Pimenta, que permanece na função por decisão do governador interino Ricardo Couto e com o aval de outro influente desembargador fluminense.
Nos últimos anos, a Sedcon tem se transformado em um repositório de encrencas. Foi na secretaria que também atuou o advogado Alessandro Pitombeira Carracena, então subsecretário na gestão de Fonseca.
Acusado de integrar o núcleo político do Comando Vermelho, Carracena está preso há nove meses. Antes da Sedcon, ocupou a Secretaria de Esporte e Lazer, mais um vez, por indicação de Gutemberg Fonseca e com o aval do senador Flávio Bolsonaro.
Uma eventual delação de Carracena poderá ter desdobramentos que extrapolam as fronteiras do estado e alcançar a política nacional.







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