O governador do Rio, Cláudio Castro, deverá avançar nas mudanças no primeiro escalão do executivo depois de alterações na pasta da Segurança Pública. Será criada a secretaria estadual de Defesa do Consumidor, a ser comandada por Gutemberg Fonseca, indicado por Flávio Bolsonaro (PL), que busca mais espaço no governo Cláudio Castro.
Outra mudança que deve ser oficializada nos próximos dias também tem digital política. A secretária de Trabalho Kelly Mattos, que está no comando da pasta desde o início do ano, deve deixar o cargo. A advogada é uma indicação do vice-presidente nacional do Podemos Pastor Everaldo. O governo não teria aprovado a ida de Marcos Dias Pereira, irmão de Everaldo, para a prefeitura do Rio com Eduardo Paes (PSD). A indicação do substituto deve partir do deputado Léo Vieira (PL) — ex-secretário de Trabalho de Castro.
Especula-se sobre a troca de comando da Polícia Militar, mas a mudança deve ser postergada. Nomes estão sendo levantados, mas a busca é por alguém que agrade tanto o Palácio Guanabara quanto a Alerj para evitar um embate como aconteceu.
No fim de setembro, Castro criou a secretaria de Cidades e nomeou o deputado Douglas Ruas (PL) para comandar a pasta. Ele é filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL), e seria uma indicação do deputado federal e presidente regional do Partido Liberal, Altinêu Torres. Na época, também teria sido acordada a criação da secretaria de Defesa do Consumidor com Flávio Bolsonaro, mas a demora estaria incomodando o senador, que no momento está mais distanciado de Castro.
Após a pressão política, o governador Cláudio Castro (PL) nomeou o delegado Marcus Amim para o comando da instituição. Para a mudança ocorrer foi precisa a Alerj aprovar alteração da Lei Orgânica da Polícia Civil. A mudança abriu caminho para que o delegado Marcus Almim fosse empossado como secretário da instituição no dia seguinte.
Para fazer a troca, Executivo e Legislativo foram ágeis: mudaram a Lei Orgânica da Polícia Civil em apenas 24 horas, já que o escolhido não poderia assumir o posto por não ter pelo menos 15 anos na função de delegado.
Com informações de O Globo.





