Enquanto se espera a volta do governador do Rio, Cláudio Castro (PL), de uma viagem internacional com a família, alguns dos principais aliados de sua campanha à reeleição são dados como certos no secretariado em formação para 2023.
As informações são do Extra online.
Segundo interlocutores, o governo encara as mudanças como ajustes, que devem ser anunciados no início de dezembro, com uma reforma da estrutura do estado para criar pastas, como a da Mulher, e extinguir outras.
Nessa concertação política que se desenha, estão cotados o ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis (MDB) e o vereador do Rio Alexandre Isquierdo (União). O vice-governador eleito, Thiago Pampolha (União), vai acumular a função com a de secretário do Ambiente e Sustentabilidade. E deve ser mantido o núcleo duro da atual gestão, com nomes como os de Nicola Miccione, na Casa Civil, e Rodrigo Abel, na Chefia de Gabinete.
Já a pasta de Infraestrutura e Obras é uma das mais cobiçadas, com cerca de 70 ações do bilionário Pacto RJ, programa irrigado por recursos da concessão da Cedae.
Para comandá-la, desponta o engenheiro Uruan Andrade, ex-presidente do DER-RJ, atual secretário de Cidades e apontado como um dos homens de confiança de Castro e que não enfrentaria resistência nos partidos da base. A possível escolha, no entanto, ocorreria em detrimento do desejo de Washington Reis de ocupar o cargo.
Em compensação, o ex-prefeito pode assumir a que vem sendo chamada de “supersecretaria” de Transportes. Além de incumbências como barcas e trens metropolitanos — que têm gerado dores de cabeça ao estado nos últimos anos —, ficariam nas mãos dele obras relacionadas ao setor, como a construção da prometida Transbaixada, que ligaria as rodovias Washington Luiz e Presidente Dutra.
Outro dos mais ativos apoiadores do governador na corrida eleitoral, Alexandre Isquierdo teria participação no governo garantida. Próximo do pastor Silas Malafaia, ele coordenou a aproximação de Castro com diferentes denominações evangélicas e é considerado uma liderança na Câmara Municipal do Rio. Ele confirma ter sido chamado a integrar o governo.
— Recebi um convite do governador para compor o secretariado, mas não existe ainda definição de qual pasta. Ele deverá fazer esse anúncio no fim de novembro — diz Isquierdo, cujo partido, o União Brasil, deve ficar com a Secretaria de Ciência e Tecnologia e pelo menos mais uma pasta.
Se não houver alterações de última hora, Isquierdo se juntará a uma equipe em que se prevê a permanência, além de Miccione e Abel, titulares como o de Polícia Militar, o coronel Luiz Henrique Marinho Pires, e de Polícia Civil, o delegado Fernando Albuquerque. Na Saúde, interlocutores do governo acreditam que Alexandre Chieppe só deixa o cargo se quiser.
Na Educação, por outro lado, é aguardada uma troca de comando, com uma possível saída de Alexandre Valle (PL). No Esporte e Lazer, Alessandro Carracena não deve continuar, e tampouco se espera um retorno do ex-árbitro de futebol Gutemberg Fonseca (PL), que era uma indicação de Flávio Bolsonaro (PL) ao governo do Rio. Fontes próximas do senador negam que a medida possa denotar distanciamento de Castro da família Bolsonaro, num cenário com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) eleito presidente.
Já para a pasta da Mulher, é discutido o perfil da nova secretária, se mais ligado ao empreendedorismo feminino ou ao combate à violência. Ao passo que, na lista de pastas que estuda-se incorporar a outras estruturas do estado, estão as de Envelhecimento Saudável, Ações Comunitárias e Juventude, Defesa do Consumidor e Assistência à Vítima.





