Saúde tem mais de 2 mil atendimentos em 4 dias por onda de calor

De acordo com o Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio), a capital está em nível 3 de calor desde quarta-feira (24)

A rede municipal de saúde do Rio de Janeiro registrou 2.053 atendimentos possivelmente relacionados ao calor entre 23 e 26 de dezembro, período marcado por uma onda de calor extremo que atinge a capital fluminense e deve persistir ao menos até domingo (28). Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, insolação, queimaduras, desmaios e fraqueza estão entre os sintomas mais frequentes observados nas unidades.

De acordo com o Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio), a capital está em nível 3 de calor desde quarta-feira (24) — classificação que indica temperaturas elevadas de forma prolongada. Nesta sexta-feira (26), a estação automática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) em Vila Militar, na Zona Oeste, registrou 37,6°C, enquanto a sensação térmica chegou a superar os 50°C em alguns bairros.

A Secretaria Estadual de Saúde alerta para a possibilidade de calor leve, severo ou extremo nos próximos dias, a depender da região.

Previsão do tempo

Segundo o Alerta Rio, o calor seguirá intenso e sem previsão de chuva até o fim de semana. Confira as máximas previstas:

Sábado (27): mínima de 24°C / máxima de 38°C — sol forte e céu limpo

Domingo (28): mínima de 23°C / máxima de 35°C — tempo aberto e seco

Segunda (29): mínima de 23°C / máxima de 33°C — aumento de nuvens e chance de pancadas à noite

O alívio mais significativo das temperaturas é esperado apenas na próxima semana.

Orientações para evitar riscos à saúde

Com a permanência da onda de calor, especialistas reforçam cuidados básicos, como:

beber água com frequência, mesmo sem sentir sede

usar protetor solar e roupas leves

evitar exposição ao sol entre 10h e 16h

procurar sombra e ambientes ventilados

não deixar crianças, idosos ou animais em veículos fechados

O COR-Rio mantém o monitoramento meteorológico e orienta que sintomas como tontura, mal-estar ou fraqueza sejam tratados como sinais de alerta, com busca imediata por atendimento médico.

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