O empresário do setor de apostas André Feldman e sua família estavam a bordo do helicóptero que caiu em Caieiras, na Grande São Paulo, na noite desta quinta-feira. Os destroços da aeronave foram encontrados na manhã desta sexta-feira pelo Corpo de Bombeiros em uma área de mata densa. André, de 50 anos, e sua esposa, Juliana Elisa Alves Maria Feldman, de 49 anos, foram encontrados mortos no local. O piloto da aeronave foi resgatado com vida, assim como uma menina de 11 anos, identificada como Bethina Feldman, filha do casal.
Feldman era proprietário da Big Brazil Internacional Games, uma empresa autorizada pela Loterj a operar no Brasil as atividades do grupo Caesars Entertainment, de Las Vegas, conhecido por seus cassinos e apostas esportivas.
Em entrevista ao portal iGaming Brazil, em setembro do ano passado, Feldman afirmou que seu objetivo era transformar a operadora em uma rede que recriasse a experiência de “Vegas no Brasil”, voltada para atender ao público de maior poder aquisitivo.
— O Caesars é Vegas no Brasil, porque a mídia está saturada de bet. E um dos grandes diferenciais que a gente vai colocar é se posicionar com foco nas classes mais altas, principalmente nas classes que já sabem o que é Caesars. Eu vou focar nessas classes porque a gente também entende que a pessoa que já venceu na vida, que já está posicionada, encara o jogo consciente como diversão, como entretenimento. Ele não encara o jogo como a chance de ficar rico — afirmou.
Ele morava com a família no município de Americana, localizado a 130 km da capital paulista, e estava a bordo da aeronave.
O piloto do helicóptero foi identificado como Edenilson de Oliveira Costa. A reportagem busca atualizações do estado de saúde dele e da filha do casal, Bethina Feldman, ambos resgatados com vida.
Entenda o que aconteceu
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o helicóptero saiu da base e por volta de 20h34 perdeu o sinal de GPS. As primeiras informações indicam que a aeronave decolou do Jaguaré, na Zona Oeste da capital paulista, e tinha como destino a cidade de Americana, na região de Campinas. Chovia no momento da decolagem.
Em entrevista à TV Globo, o sargento Pelegrini, integrante do Helicóptero Águia da Polícia Militar (PM), que foi o primeiro a chegar ao local do acidente, relatou que o piloto e a menina foram resgatados conscientes.
“Realizamos um giro sobre a área e avistamos uma pessoa tentando sair da mata. Optamos por pousar para prestar socorro. Quando adentramos na área de mata, a pessoa se identificou como o piloto e nos informou que havia três vítimas. Ele também informou que a menina, que passou a noite com ele no local, estava bem e nos guiou até o ponto onde ela se encontrava. Conseguimos resgatar a menina, mas não conseguimos acessar os outros dois ocupantes da aeronave ”, disse o sargento Pelegrini.
A aeronave caiu na região do Morro do Tico-Tico, nas proximidades do Conjunto Habitacional Nosso Teto, em Caieiras. Quatro equipes dos bombeiros estão na região, além da Defesa Civil.
Por conta das buscas, há uma interdição no km 30 da Rodovia dos Bandeirantes no sentido interior, de ao menos uma faixa. No momento do resgate do piloto, uma fila de carros de cerca de 2 km se formou no local.
A aeronave é da fabricante Eurocopter France, modelo EC 130 B4, matrícula PRWVT. O helicóptero que caiu pertence à empresa C & F Administração de Aeronaves LTDA, cujos sócios são os empresários e administradores são André Feldman e Paulo Jose Converso. O helicóptero foi fabricado em 2001 e tinha situação de aeronavegabilidade normal, segundo o Registro Aéreo Brasileiro.
Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que uma aeronave H-36 Caracal, do Terceiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação participou do resgate envolvendo o helicóptero em Caieiras. Investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), localizado em São Paulo (SP), foram acionados para realizar a Ação Inicial da ocorrência.
Com informações de O GLOBO.





