Saiba quem é Nick Frazão: influenciadora acumula histórico de investigações e outras prisões

Polícia Civil investiga participação da criadora de conteúdo em pelo menos dois roubos em São Cristóvão; casos anteriores incluem acusações de violência, exploração sexual e outros crimes

A influenciadora digital Nicolly Evangelista do Carmo, conhecida nas redes sociais como Nick Frazão, voltou ao centro de uma investigação policial após ser presa nesta segunda-feira (3) pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Com mais de 100 mil seguidores nas redes sociais, onde exibia viagens internacionais, festas e um estilo de vida de luxo, ela é investigada por participação em pelo menos dois roubos ocorridos na região de São Cristóvão, na Zona Norte da capital.

A prisão foi realizada por agentes da 17ª DP (São Cristóvão), com apoio da 28ª DP (Praça Seca) e da 44ª DP (Inhaúma). Segundo a Polícia Civil, as investigações continuam para apurar se a influenciadora também participou de outros crimes com características semelhantes.

Investigação começou após denúncia de vítima

De acordo com a polícia, o inquérito teve início após uma vítima relatar que contratou um programa sexual na região da Rua Ceará, em São Cristóvão. Conforme o depoimento, ela foi levada para um Hyundai Creta azul, mas desistiu do encontro ao perceber que a situação era diferente da previamente combinada.

Ainda segundo o relato, a vítima foi agredida dentro do veículo, teve um cordão de ouro avaliado em cerca de R$ 14 mil roubado e, em seguida, foi empurrada para fora do automóvel.

A Polícia Civil informou que a vítima reconheceu Nick Frazão por fotografia e identificou seu perfil nas redes sociais. Os investigadores também apontaram semelhanças entre esse caso e outro inquérito que apura roubos nas proximidades da Quinta da Boa Vista.

Durante diligências do setor de inteligência, Nicolly foi localizada em uma residência de alto padrão no bairro de Paciência, na Zona Oeste do Rio. No imóvel, os policiais encontraram um Hyundai Creta azul, modelo 2022, veículo com características compatíveis às descritas pelas vítimas.

Histórico reúne investigações desde 2011

A atual investigação se soma a um histórico de ocorrências envolvendo Nicolly ao longo dos últimos anos.

Em 2011, antes da transição de gênero, quando ainda era identificada pelas autoridades pelo nome de Marlon Evangelista do Carmo, foi presa em flagrante por furtar um turista em Copacabana.

Dois anos depois, passou a responder por um caso em que teria agredido um homem nos Arcos da Lapa, roubado um cordão e desferido golpes de estilete que, segundo a investigação da época, provocaram ferimentos que exigiram cerca de 70 pontos.

Em 2014, Nicolly também foi investigada por rufianismo e favorecimento à prostituição. No mesmo ano, acabou presa em Guarulhos, em cumprimento a um mandado expedido pela Justiça do Rio de Janeiro.

Já em 2019, voltou a ser investigada após um roubo na Avenida Mem de Sá, cuja vítima sofreu um corte no rosto provocado por um estilete e precisou de atendimento hospitalar.

Novas denúncias e investigação em andamento

Em 2023, um registro de ameaça e lesão corporal apontou que uma vítima acusava Nicolly de perseguição e afirmava que ela exercia controle sobre a prostituição de mulheres trans em Campo Grande, na Zona Oeste. Conforme o boletim de ocorrência, a influenciadora teria utilizado spray de pimenta e imposto uma suposta proibição para que a vítima frequentasse o calçadão do bairro.

No ano seguinte, Nick Frazão voltou a ser presa pela Delegacia Especializada em Armas e Explosivos (Desarme) em uma investigação por roubo. Esse processo acabou sendo arquivado posteriormente.

As investigações permanecem em andamento, e a Polícia Civil busca identificar possíveis outras vítimas e verificar se a influenciadora participou de novos crimes com o mesmo modo de atuação.

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