Saiba quem é a delegada carioca alvo de busca e apreensão do Ministério Público por envolvimento com grupo miliciano

A delegada que é alvo de mandado de busca e apreensão em operação do Ministério Público do Rio (MPRJ) e a Delegacia de Repressão a Ações Criminosas Organizadas (Draco-IE) é Ana Lúcia da Costa Barros, adjunta da 34ª DP (Bangu). Ela é casada com o policial penal André Guedes Benício Batalha, conhecido como Gue. Ele…

A delegada que é alvo de mandado de busca e apreensão em operação do Ministério Público do Rio (MPRJ) e a Delegacia de Repressão a Ações Criminosas Organizadas (Draco-IE) é Ana Lúcia da Costa Barros, adjunta da 34ª DP (Bangu). Ela é casada com o policial penal André Guedes Benício Batalha, conhecido como Gue. Ele está entre os presos nesta manhã. A senha da delegada foi usada para acessar a placa de uma pessoa a pedido de um miliciano. Não se sabe se foi ela ou outra pessoa que buscou a informação. A investigação está em andamento.

— Ele (André Guedes Benício Batalha) usava a senha da esposa, delegada de polícia. Foi comprovada a utilização dele, no intuito de passar informações. Até agora, não houve a constatação da participação dela com a milícia, mas pedimos a representação para verificar — explicou Thiago Neves , delegado titular da Draco.

O promotor do Gaeco André Luís Cardoso acrescentou que, com o material apreendio nesta sexta-feira, será analisada a participação ou não dela na organização criminosa.

Ana Lúcia já foi titular da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) do Centro do Rio. A policial costumava dar orientações para mulheres vítimas de agressões físicas. Uma prisão importante de Ana Lúcia foi a do sargento do Exército Clodoaldo Oliveira da Silva Clementino, de 42 anos, que matou a paulada o aposentado Luiz Antunes Moço, de 60, em Bangu, no começo do ano.

A operação visa a 10 mandados de prisão preventiva e 11 de de busca e apreensão contra agentes públicos ligados à maior milícia do estado. Os alvos de mandados de prisão são três policiais militares, seis agentes da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e um miliciano. A ação foi intitulada Heron. A organização criminosa já foi chefiada por Wellington da Silva Braga, o Ecko, morto em confronto com a Polícia Civil em 12 de junho de 2021, na comunidade Três Pontes, em Paciência, Zona Oeste do Rio, e hoje é comandada por seu irmão Luiz Antônio da Silva Braga, o Zinho. Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada da Capital. Seis pessoas foram presas.

Segundo a investigação, os agentes públicos eram responsáveis pelo repasse de informações privilegiadas aos integrantes da organização criminosa, “sobre segurança pública, posicionamento de viaturas e investigações em andamento”, diz o Ministério Público. Além de repassarem informações sobre grupos rivais, facilitavam a movimentação dos “bondes”, comboios para atividades criminosas, e até escoltavam, com viaturas oficiais, foragidos da Justiça.

De acordo com a Draco, os servidores tinham contato direto com homens de Zinho. O paramilitar é foragido da Justiça e hoje explora toda a Zona Oeste do Rio. A investigação começou com apreensão de um telefone celular, realizada durante uma ação em 27 de abril de 2021, na casa de Francisco Anderson da Silva Costa, o Garça.

Com informações de O GLOBO

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