O Rio de Janeiro registrou, ao longo dos últimos anos, as maiores apreensões de fuzis de sua história em três operações emblemáticas — realizadas no Méier, em Nova Iguaçu e no Aeroporto Internacional do Galeão. Juntas, as ações retiraram mais de 240 armas de guerra de circulação em contextos diferentes.
A maior apreensão aconteceu em 2019, no bairro do Méier, Zona Norte da capital. Na ocasião, a Polícia Civil encontrou 117 fuzis incompletos escondidos em um imóvel ligado a um amigo de Ronnie Lessa, o ex-policial acusado de assassinar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes.
Em 2023, outro recorde foi registrado em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde 68 fuzis e 12 revólveres foram apreendidos em uma loja de fachada que funcionava como depósito clandestino de armas. As investigações apontaram que o armamento seria destinado ao tráfico de drogas em comunidades da Zona Oeste.
Já em 2017, no Aeroporto Internacional do Galeão, agentes da Polícia Federal interceptaram 60 fuzis de fabricação norte-americana que haviam sido enviados dos Estados Unidos em uma remessa de aquecedores de piscina. A apreensão revelou o envolvimento de uma quadrilha especializada em contrabando internacional de armas de alto calibre.
Megaoperação na Zona Norte recolheu 93 fuzis
A megaoperação desta terça (28) tem, até o momento, 64 mortos, 81 presos e 93 fuzis apreendidos. Diversas vias nas zonas Norte, Centro, Oeste e Sudoeste foram interditadas em represália à ação, desde o início da tarde.
Somente a Zona Sul não sofreu fechamentos. Rodovias como a RJ-101, que liga o Rio a outras cidades da Região Metropolitana, e BR-040, também registraram trânsito lento e pontos de fechamento.
Bandidos sequestraram mais de 70 ônibus e 120 linhas tiveram o itinerário modificado.
Vias interditadas (até 18h30)
- Rua Edgard Werneck, na altura da Cidade de Deus;
- Avenida Ayrton Senna, na altura da Ponte Santos Dumont, sentido Linha Amarela;
- Avenida Brasil, altura de Bonsucesso, sentido Zona Oeste;
- Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá, sentido Jacarepaguá;
- Avenida Chrisóstomo Pimentel de Oliveira, em Anchieta
- Unidades de saúde fechadas
Escolas e unidades de saúde locais foram diretamente impactadas. No Alemão, 28 escolas suspenderam o funcionamento; na Penha, 17 não abriram. Cinco unidades de Atenção Primária à Saúde interromperam atendimentos e visitas domiciliares.
Moradores relataram intenso tiroteio, uso de drones para lançamento de bombas e barricadas em chamas.






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