A negociação para a venda de 90% da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Vasco deu mais um passo importante. O clube publicou, nesta quarta-feira (15), o edital de alienação judicial das ações que poderão ser adquiridas pela Almirante Participações e Empreendimentos S.A., empresa representada pelos empresários Marcos Lamacchia e Mario Junqueira Junior.
A proposta inicial prevê investimentos de, pelo menos, R$ 650 milhões, destinados ao fortalecimento do futebol profissional, melhorias no Centro de Treinamento Moacyr Barbosa e ao desenvolvimento das categorias de base.
Investimento obrigatório no futebol
Entre os compromissos assumidos pela empresa está um aporte obrigatório de R$ 500 milhões exclusivamente no futebol, dividido em parcelas anuais de R$ 100 milhões.
Além disso, o acordo estabelece:
- R$ 120 milhões em investimentos no CT Moacyr Barbosa ao longo de 10 anos;
- R$ 30 milhões para as categorias de base em até dois anos;
- compromisso de manter os recursos destinados ao futebol durante o período previsto no contrato.
Venda faz parte da recuperação judicial
A negociação ocorre por meio de alienação judicial, mecanismo previsto no plano de recuperação judicial da SAF do Vasco. Diferentemente de uma venda convencional, o processo busca viabilizar a reestruturação financeira da empresa e o pagamento de credores.
O edital estabelece que a conclusão da operação está condicionada ao cumprimento de etapas, como a reorganização societária da SAF. A previsão é de que todo o processo seja finalizado até 30 de setembro de 2026.
Almirante terá preferência na disputa
A Almirante Participações atua como investidora-âncora no processo, na condição de stalking horse bidder, o que lhe garante direito de preferência caso surjam outras propostas durante a alienação judicial.
As partes já assinaram um contrato vinculante, que prevê uma compensação de R$ 50 milhões à empresa caso outro investidor apresente uma oferta superior e seja declarado vencedor do processo.
Sem distribuição de dividendos por 10 anos
Outro ponto previsto no acordo é a proibição da distribuição de dividendos aos acionistas durante os próximos 10 anos.
O documento também estabelece que a futura controladora deverá buscar incentivos fiscais para o clube, com potencial de gerar até R$ 150 milhões em benefícios ao longo da próxima década.






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