O candidato do PL ao Governo do Rio, Douglas Ruas, buscou se distanciar de antigos aliados, entre eles o ex-governador Cláudio Castro e o deputado cassado Rodrigo Bacellar, durante sabatina realizada nesta terça-feira (8) por O Globo, Extra, Valor e CBN. Ao mesmo tempo, concentrou ataques em Eduardo Paes (PSD), líder nas pesquisas, relacionando integrantes da aliança do adversário a investigações envolvendo o crime organizado.
Ruas, que foi secretário estadual das Cidades na gestão Castro e chegou a apoiar Bacellar antes da disputa pelo Palácio Guanabara, argumentou que eventuais responsabilidades criminais precisam ser tratadas individualmente. Em seguida, citou casos envolvendo políticos ligados a partidos que apoiam Paes.
“Sou o primeiro a estar à disposição das instituições para levar a punição. Os casos sabidos de envolvimento, como da deputada Lucinha, com milícia, pertence ao PSD de Eduardo Paes. O TH Joias chegou na política pelo MDB. (…) E o MDB é o partido que indicou a vice do Eduardo Paes”, afirmou.
Distância de Castro e discurso de renovação
Apesar de ter integrado o governo estadual, Ruas afirmou que “nunca teve relação de intimidade” com Cláudio Castro. O ex-governador renunciou ao cargo em março e posteriormente foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico, ficando inelegível.
O candidato do PL tentou sustentar um discurso de renovação ao comparar sua trajetória com a dos adversários. “Meus adversários representam uma geração de políticos que está aí há 30 anos. Quando a gente fala de mudança, é mudança de uma geração de políticos que fracassou”, declarou.
Ruas tem 37 anos e está no primeiro mandato eletivo, como deputado estadual. Antes disso, porém, ocupou cargos no Executivo fluminense. Passou pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), ainda no governo Wilson Witzel, e posteriormente comandou a Secretaria das Cidades na administração Castro.
Questionamentos sobre a Secretaria das Cidades
A passagem pela Secretaria das Cidades também ocupou parte da sabatina. Ruas foi questionado sobre pagamentos feitos por uma empresa contratada pela pasta a uma pedreira da família do deputado federal Altineu Côrtes (PL), seu padrinho político. Segundo ele, não cabe à secretaria fiscalizar os fornecedores das empresas contratadas.
Outro ponto foi uma auditoria da Controladoria-Geral do Estado (CGE) que apontou possíveis irregularidades em aditivo concedido a um contrato de pavimentação. De acordo com a auditoria citada na entrevista, um contrato de R$ 99,6 milhões recebeu acréscimo de 45,4%, chegando a R$ 144,9 milhões.
Ruas contestou a apuração e afirmou que o contrato passou pelo Tribunal de Contas do Estado. “Não há que se falar em irregularidades”, disse.
Segurança e apoio a Flávio Bolsonaro
Na segurança pública, Ruas se posicionou contra a chamada “gratificação faroeste”, mas defendeu um novo sistema de avaliação e bonificação de policiais que considere, entre outros critérios, a retomada de territórios dominados pelo crime organizado.
O candidato também confirmou alinhamento com Flávio Bolsonaro, a quem chamou de “próximo presidente”, e fez críticas ao presidente Lula. Ruas ainda atribuiu ao senador do PL a destinação de recursos para estudos relacionados à Linha 3 do metrô, prevista para ligar o Rio a Niterói e São Gonçalo.







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