Douglas diz que vai acabar com farra de camarotes para autoridades na Sapucaí

Candidato do PL afirma que não pretende intereferir na festa mas apenas cortar gastos com espaços destinados a políticos e autoridades em geral.

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O candidato do PL ao Governo do Rio, Douglas Ruas, afirmou que, se eleito, pretende acabar com o que chamou de “farra dos camarotes” destinados a autoridades na Marquês de Sapucaí. O candidato esclareceu que, se eleito, não pretende interfeir na festa e que o corte proposto atingiria exclusivamente gastos públicos com espaços usados para receber ministros, deputados e secretários, incluindo despesas com comida e bebidas alcoólicas. A declaração ocorre após críticas anteriores à festa provocarem reação de integrantes do mundo do samba e dos adversários.

Questionado nesta quinta-feira (17) sobre a repercussão de suas declarações, Ruas afirmou que não pretende retirar recursos das manifestações culturais. Segundo o candidato, sua proposta é eliminar privilégios e direcionar mais dinheiro aos profissionais do setor.

“Eu vou acabar com os privilégios. E, com isso, na verdade, vai sobrar mais recursos ainda para a cultura, para quem realmente trabalha pela manifestação cultural aqui no nosso estado do Rio de Janeiro”, afirmou.

Candidato mira camarotes oficiais

O candidato disse que seu alvo são estruturas mantidas pelo poder público para receber convidados durante os desfiles.

“O que vai acabar é a farra dos camarotes. Muitas pessoas não sabem, mas existem camarotes do governo dentro da Sapucaí, onde os governantes recebem ministros de Brasília, deputados, secretários de estado, regado a uísque e cerveja. A comida, tudo isso com o dinheiro do povo”, declarou.

Ruas acrescentou que pretende “tirar o dinheiro dos privilégios” e ampliar recursos destinados aos “fazedores de cultura”. Em declaração anterior, o candidato já havia prometido acabar com o camarote do Governo do Estado na Sapucaí.

Declaração anterior provocou reação

A controvérsia começou depois de Ruas afirmar que o desfile do Carnaval de 2026 teve um “ataque” à instituição da família, em alusão à Acadêmicos de Niterói que homenageou o presidente Lula e fez críticas aos conservadores. A assessoria do candidato posteriormente afirmou que a crítica não era dirigida ao Carnaval nem às escolas de samba como um todo.

A repercussão alcançou integrantes do samba. Imagens de Ruas e de seu pai, o prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson, em atividades da Unidos do Porto da Pedra voltaram a circular. 

Paes aproveita para atacar adversário

Paes reagiu afirmando que o Carnaval é uma manifestação cultural com forte impacto econômico e defendeu investimentos públicos na festa, inclusive em cidades do interior. “O Carnaval é um orgulho para o povo do nosso Estado. Aquece a economia e é nossa maior manifestação cultural”, declarou o candidato.

Representantes ligados ao samba também contestaram as críticas de Ruas, enquanto integrantes da Porto da Pedra lembraram sua aproximação anterior com a escola.

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