O roubo de celulares voltou a crescer no estado do Rio de Janeiro. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (24) pelo Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ), o número de ocorrências subiu 27,1% em junho deste ano em comparação com o mesmo mês de 2024. Foram 2.298 registros em 2025, contra 1.808 no ano anterior.
Houve também o avanço nos furtos de celulares, com 3.374 casos — uma alta de 28,53%. O ISP aponta ainda aumento em outros crimes patrimoniais, como roubos de carga (19,47%) e roubos de rua (4,6%).
Centro e Grande Tijuca lideram ocorrências
O levantamento do Mapa do Crime, ferramenta interativa lançada, de O Globo, mostra que apenas dez bairros da capital concentram um terço dos roubos de celular na cidade. Entre eles, destacam-se o Centro (campeão de registros), Tijuca, Maracanã, Barra da Tijuca e Botafogo. Em comum, esses locais apresentam grande circulação de pessoas e presença de centros comerciais, o que facilita tanto a prática quanto a revenda dos aparelhos roubados.
O terminal Procópio Ferreira e a Central do Brasil, no Centro, figuram entre os principais pontos de incidência. Em 2024, o bairro acumulou 1.622 ocorrências desse tipo. Já a Praça Saens Peña (Tijuca), a estação Maracanã (próxima à Uerj) e a Avenida das Américas (Barra) seguem na lista das áreas mais afetadas.
Violência letal em queda, mas insegurança urbana persiste
Apesar do aumento nos crimes patrimoniais, o ISP aponta queda em diversos indicadores de violência letal. As mortes provocadas por intervenção de agentes do Estado caíram 39,4%, com 43 registros em junho — ante 71 no mesmo mês do ano passado. Também houve redução nos homicídios dolosos (220 casos, -2,7%) e latrocínios (1 caso, -83,3%), além do menor número da série histórica para letalidade violenta em um mês de junho: 269 ocorrências.
Outros tipos de roubo também apresentaram queda, como os praticados contra veículos (-15,2%) e em transportes coletivos (-43,95%).
Apesar dos avanços em áreas letais, os dados revelam um cenário de instabilidade nos crimes contra o patrimônio. A Secretaria de Segurança Pública já sinalizou a intenção de intensificar o combate à “economia do crime”, voltando a atenção para a cadeia de receptação que alimenta a onda de roubos de aparelhos.
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