Rosa Weber afirma que pouca representatividade feminina no poder é um décifit para a democracia

A presidente do STF, ministra Rosa Weber, criticou o déficit de representatividade feminina nos espaços do poder. Segundo afirmou Weber, esta falta significa um déficit para a própria democracia. A declaração da ministra ocorre em meio a pressões para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolha uma mulher para ocupar a vaga que…

A presidente do STF, ministra Rosa Weber, criticou o déficit de representatividade feminina nos espaços do poder. Segundo afirmou Weber, esta falta significa um déficit para a própria democracia.

A declaração da ministra ocorre em meio a pressões para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolha uma mulher para ocupar a vaga que será aberta com a sua aposentadoria, no final de setembro.

– O déficit de representatividade feminina nos espaços de poder significa um déficit para a própria democracia brasileira – afirmou a ministra.

Rosa fez a declaração em Fortaleza, onde participa da Jornada Maria da Penha, evento promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com o Tribunal de Justiça do estado do Ceará (TJCE).

Em junho, durante encontro com o presidente da Finlândia, a presidente do STF criticou a falta de mulheres na Corte.

– Aqui no Brasil nós temos muitas mulheres na base da magistratura, na Justiça em primeiro grau, mas o número decresce no intermediário. Na cúpula, nos tribunais superiores, o número é ínfimo – afirmou a ministra.

Em resposta à afirmação de Rosa, Sauli Niinistö, que realiza visita oficial ao Brasil, disse que na Finlândia, dos 18 ministros da Corte Suprema, seis são mulheres.

Recentemente, Lula ficou menos resistente à ideia de indicar uma mulher para o STF. Com isso, há indicações de que ele deve manter ao menos duas magistradas entre os 11 integrantes do tribunal. Até agora, contudo, o petista não encontrou uma jurista que possa ser considerada favorita à corrida.

Auxiliares do presidente que defendem a escolha de uma mulher veem o tempo como um aspecto que joga a favor da causa. Até o fim de setembro, quando Rosa deixará a Corte, Lula poderia criar uma relação de maior proximidade com algumas das cotadas pelo entorno do petista. Até hoje, só três mulheres chegaram ao topo da magistratura: além de Rosa, Cármen Lúcia e Ellen Gracie.

Com informações de O Globo.

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