Rodrigo Bacellar é preso novamente pela Polícia Federal e crise política se aprofunda no Rio

A nova prisão ocorre poucos dias após o Tribunal Superior Eleitoral determinar a cassação do mandato de Bacellar

O deputado cassado Rodrigo Bacellar foi preso novamente nesta sexta-feira (27) pela Polícia Federal, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. A ordem de prisão foi expedida pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito da Operação Unha e Carne III, que investiga desdobramentos do escândalo da Ceperj.

Bacellar foi levado para a Superintendência da PF no Rio de Janeiro. Além da prisão, agentes cumpriram mandado de busca e apreensão. Esta é a segunda vez que o parlamentar é detido — ele já havia sido preso em dezembro, no avanço das investigações sobre irregularidades envolvendo contratos e uso de recursos públicos.

Cassação e efeitos imediatos na Alerj

A nova prisão ocorre poucos dias após o Tribunal Superior Eleitoral determinar a cassação do mandato de Bacellar. A decisão também declarou sua inelegibilidade, no mesmo processo que atingiu o ex-governador Cláudio Castro.

Com a perda do mandato, a Justiça Eleitoral determinou a retotalização dos votos das eleições de 2022 no Rio de Janeiro. Na prática, isso significa que os votos atribuídos a Bacellar serão excluídos, provocando um novo cálculo da distribuição de cadeiras na Assembleia Legislativa.

Especialistas avaliam que o impacto pode ir além da vaga ocupada pelo deputado cassado, alterando a composição de forças dentro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Investigação amplia pressão sobre o cenário político

A Operação Unha e Carne III aprofunda a apuração sobre o chamado escândalo da Ceperj, que já havia provocado forte abalo político no estado. A nova prisão de Bacellar aumenta a pressão sobre lideranças e reforça a instabilidade institucional em um momento de incerteza sobre o comando do Executivo e do Legislativo fluminense.

Nos bastidores, o caso também interfere diretamente nas articulações para uma eventual eleição indireta de governador. A sucessão e o chamado “mandato-tampão” seguem no radar de partidos e lideranças políticas.

A expectativa agora recai sobre os próximos desdobramentos judiciais e sobre o ritmo da recontagem dos votos, que pode redefinir o equilíbrio político no estado.

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