A explosão da produção de vinhos de qualidade na Região Serrana do Rio de Janeiro vai ganhar seu primeiro evento de peso. O subsecretário de Eventos do estado do Rio, Marcelo Monforte, anunciou no Seminário de Turismo RJ, promovido pela Agenda do Poder, a realização do primeiro encontro de produtores do estado (e consumidores, claro) para junho, na cidade de Areal.
“Areal já tem pelo menos 16 produtores de vinhos de qualidade, além daqueles que surgiram associadas a projetos imobiliários temáticos”, afirmou Marcelo Monfort, referindo-se ao sucesso do Borgo del Vino, um condomínio-vinícola, com arquitetura inspirada na região italiana da Toscana. Em modelagem semelhante, Areal ganhará em breve um condomínio em estilo português e outro inspirado na Riviera Francesa.
No evento anunciado por Monfort, um dos destaques será a Vinícola Maturano, a primeira do Rio de Janeiro a produzir espumante integralmente com uvas plantadas em Teresópolis. Os primeiros três hectares destinados ao espumante devem render algo como 12 mil garrafas até o fim do ano.
Nada disso seria tão promissor sem a tecnologia da “dupla poda” ou “poda invertida” em regiões antes condenadas a não terem êxito na viticultura, pelo fato, em particular, da alta pluviometria no verão, que coloca em risco o estado sanitário e a maturação das variedades de uva.
Neste caso, aborta-se o desenvolvimento dos frutos no verão, realizando-se uma poda por volta de fevereiro, além da poda usual pós-colheita, para que a videira recomece sua frutificação e realize a maturação no inverno. Como o nosso inverno é moderado e seco, a estação dá ótimos frutos. Convencionou-se chamar poda invertida porque, em vez de colher no verão, colhe-se no inverno.






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