Rio tem Lasai, do chef Rafa Costa e Silva, entre os 25 melhores restaurantes do mundo

Restaurante carioca, comandado pelo chef Rafa Costa e Silva, ocupa a 25ª posição; Tuju, de São Paulo, aparece em 16º lugar na lista The 50 Best Restaurants 2026

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O Rio de Janeiro tem um representante entre os 25 melhores restaurantes do mundo em 2026. O Lasai, localizado no bairro de Humaitá e comandado pelo chef Rafa Costa e Silva, conquistou a 25ª posição no ranking The 50 Best Restaurants 2026, divulgado nesta quarta-feira (4), durante cerimônia em Lima, no Peru.

O Brasil também aparece na 16ª colocação com o Tuju, de São Paulo, comandado pelo chef Ivan Ralston e pela pesquisadora Katherina Cordás. Com os dois estabelecimentos, o país mantém presença entre os principais endereços da gastronomia internacional.

O primeiro lugar ficou com o Asador Etxebarri, da Espanha. O Gaggan, de Bangkok, na Tailândia, conquistou a segunda posição, enquanto o Alchemist, de Copenhague, na Dinamarca, completou os três primeiros colocados.

Lasai representa o Rio de Janeiro no ranking

Instalado no bairro de Humaitá, o Lasai tem a cozinha comandada pelo chef Rafa Costa e Silva, que construiu grande parte de sua formação gastronômica no País Basco, na Espanha.

A experiência oferecida pelo restaurante é realizada em um ambiente intimista, com capacidade para receber até dez pessoas por noite. O atendimento ocorre de terça-feira a sábado, em um balcão de frente para a cozinha, permitindo que os clientes acompanhem o trabalho da equipe.

O estabelecimento trabalha com um único menu degustação, ao preço de R$ 1.783 por pessoa. A proposta utiliza ingredientes cultivados em duas hortas próprias e produtos fornecidos por pequenos produtores do Rio de Janeiro.

A sazonalidade orienta as alterações do cardápio, que valoriza legumes e verduras, além de frutos do mar e carnes preparados com técnicas contemporâneas.

O Lasai também prepara uma mudança de endereço. O restaurante deverá ocupar o 21º andar do novo hotel Sofitel Ipanema, na Avenida Vieira Souto. O projeto prevê 24 lugares, distribuídos entre balcão, mesas e uma sala privativa.

Tuju, de São Paulo, fica na 16ª posição

O Tuju, comandado pelo chef Ivan Ralston e pela pesquisadora Katherina Cordás, conquistou a 16ª colocação. O restaurante desenvolve uma cozinha sazonal paulistana, baseada na pesquisa de ingredientes locais e na relação entre clima e ciclos de colheita.

Depois de fechar em 2020, o estabelecimento reabriu em um novo endereço no fim de 2023, em uma rua sem saída próxima à Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo.

Distribuído por três andares, o espaço tem jardins verticais e oferece menus degustação renovados a cada três meses. A proposta acompanha quatro temporadas gastronômicas: Umidade, Chuva, Ventania e Seca.

O cardápio valoriza pequenos produtores, pescados brasileiros, frutas e hortaliças da estação. Atualmente, o menu tem dez etapas e custa R$ 1.650 por pessoa.

A carta de bebidas inclui harmonizações com vinhos, bebidas alcoólicas de diferentes origens e opções não alcoólicas preparadas no próprio restaurante. A adega reúne mais de cinco mil garrafas.

Espanha conquista o primeiro lugar

O Asador Etxebarri, localizado entre Bilbao e San Sebastián, na Espanha, foi eleito o melhor restaurante do mundo em 2026.

Comandada pelo chef Victor Arguinzoniz, a casa utiliza a brasa e grelhas desenvolvidas pelo próprio cozinheiro para preparar os pratos. A técnica é aplicada a praticamente todos os ingredientes do menu, incluindo frutos do mar, carnes, laticínios e sobremesas.

Na segunda posição ficou o Gaggan, em Bangkok, na Tailândia. Comandado pelo chef indiano Gaggan Anand, o restaurante apresenta uma cozinha que combina referências indianas, francesas, tailandesas e japonesas.

O terceiro lugar foi ocupado pelo Alchemist, em Copenhague, na Dinamarca. Sob o comando do chef Rasmus Munk, o estabelecimento oferece uma experiência gastronômica que combina culinária, arte, tecnologia e cenografia.

Lista dos 50 melhores restaurantes do mundo em 2026

Confira a classificação completa do The 50 Best Restaurants 2026:

  1. Asador Etxebarri — Atxondo, Espanha
  2. Gaggan — Bangkok, Tailândia
  3. Alchemist — Copenhague, Dinamarca
  4. Quintonil — Cidade do México, México
  5. Wing — Hong Kong
  6. The Chairman — Hong Kong
  7. Kjolle — Lima, Peru
  8. Kadeau — Copenhague, Dinamarca
  9. DiverXO — Madri, Espanha
  10. Plénitude — Paris, França
  11. Atomix — Nova York, Estados Unidos
  12. Sorn — Bangkok, Tailândia
  13. Mérito — Lima, Peru
  14. Sühring — Bangkok, Tailândia
  15. Odette — Singapura
  16. Tuju — São Paulo, Brasil
  17. Mingles — Seul, Coreia do Sul
  18. Nusara — Bangkok, Tailândia
  19. Jan — Munique, Alemanha
  20. Piazza Duomo — Alba, Itália
  21. Meet the Bund — Xangai, China
  22. Boragó — Santiago, Chile
  23. Vyn — Skillinge, Suécia
  24. Al Gatto Verde — Modena, Itália
  25. Lasai — Rio de Janeiro, Brasil
  26. Masque — Mumbai, Índia
  27. Reale — Castel di Sangro, Itália
  28. Trèsind Studio — Dubai, Emirados Árabes Unidos
  29. Enigma — Barcelona, Espanha
  30. Steirereck — Viena, Áustria
  31. Celele — Cartagena, Colômbia
  32. Potong — Bangkok, Tailândia
  33. Elkano — Getaria, Espanha
  34. Le Coquillage — Saint-Méloir-des-Ondes, França
  35. La Colombe — Cidade do Cabo, África do Sul
  36. Ru Yuan — Hangzhou, China
  37. Nuema — Quito, Equador
  38. Atelier Moessmer Norbert Niederkofler — Brunico, Itália
  39. Schloss Schauenstein — Fürstenau, Suíça
  40. Jordnaer — Copenhague, Dinamarca
  41. Onjium — Seul, Coreia do Sul
  42. Bozar — Bruxelas, Bélgica
  43. Le Calandre — Rubano, Itália
  44. Don Julio — Buenos Aires, Argentina
  45. Mayta — Lima, Peru
  46. El Chato — Bogotá, Colômbia
  47. Le Louis XV – Alain Ducasse — Monte Carlo, Mônaco
  48. Ikoyi — Londres, Inglaterra
  49. Naar — Kasauli, Índia
  50. Saint Peter — Sydney, Austrália

Brasil tem outros dois restaurantes entre os 100 melhores

Além do Lasai e do Tuju, o Brasil aparece com outros dois estabelecimentos na lista estendida do The 50 Best Restaurants 2026, que reúne os restaurantes classificados entre a 51ª e a 100ª posição.

O Nelita, comandado pela chef Tássia Magalhães, em São Paulo, ocupa o 54º lugar. O restaurante tem uma equipe majoritariamente feminina e combina massas frescas e ingredientes brasileiros em uma cozinha contemporânea.

Na 68ª posição está o Evvai, também na capital paulista. Comandado pelo chef Luiz Filipe Souza e pela chef confeiteira Bianca Mirabili, o estabelecimento trabalha com o conceito de cozinha oriundi, que reúne referências italianas e ingredientes e tradições brasileiras.

O Evvai também recebeu o Art of Hospitality Award da América Latina, prêmio dedicado à excelência no atendimento e à experiência oferecida aos clientes. A cerimônia latino-americana está marcada para 1º de dezembro, em Guadalajara, no México.

Tuju recebe prêmio de hospitalidade

Além da 16ª posição no ranking mundial, o Tuju conquistou o Art of Hospitality Award 2026, reconhecimento concedido pelo The 50 Best Restaurants aos estabelecimentos que se destacam na hospitalidade.

Ivan Ralston e Katherina Cordás receberam o prêmio durante a cerimônia. A distinção chega dois anos depois de o restaurante conquistar o mesmo reconhecimento na edição latino-americana da premiação.

O trabalho de hospitalidade envolve também a organização e o cuidado com a equipe. Katherina Cordás, responsável pela área, defende que a experiência oferecida aos clientes começa pelas condições de trabalho dos profissionais do restaurante.

O Tuju também recebeu o título de Melhor Estreia no Ranking, após avançar da faixa acima da 70ª posição na lista estendida do ano passado para o 16º lugar em 2026.

Outros prêmios entregues na cerimônia

A edição de 2026 também reconheceu profissionais e estabelecimentos de diferentes países. Confira os vencedores das principais categorias:

  • Melhor Chef Mulher do Mundo: Jessica Rosval, do Al Gatto Verde, em Modena, na Itália.
  • Melhor Chef de Confeitaria do Mundo: Dej Kewkacha.
  • Melhor Sommelier do Mundo: Lesley Liu, do restaurante Odette, em Singapura.
  • Prêmio de Ícone do Ano: Ferran Adrià, do antigo elBulli.
  • Prêmio de Escolha dos Chefs: Junghyun Park, do Atomix, em Nova York.
  • Prêmio de Restaurante Sustentável: Naar, em Kasauli, na Índia.
  • Maior Subida no Ranking: Kadeau, em Copenhague, na Dinamarca.
  • Prêmio de Revelação (One to Watch): Yiaga, em Melbourne, na Austrália.
  • Prêmio de Campeões da Mudança: Ghana Food Movement, de Acra, em Gana.

Como funciona a votação do The 50 Best Restaurants

Criado em 2002 pela revista britânica Restaurant, o ranking começou com a participação de 150 especialistas do setor gastronômico. A primeira cerimônia foi realizada em 2003.

Atualmente, a votação é organizada por uma Academia com mais de 1.100 especialistas internacionais, distribuídos em 28 regiões. O grupo reúne jornalistas, críticos gastronômicos, chefs, proprietários de restaurantes e viajantes com experiência no setor.

Cada integrante pode indicar até dez restaurantes, em ordem de preferência. Para votar, é necessário ter visitado os estabelecimentos nos últimos 18 meses e apresentar comprovação da visita.

No máximo seis dos dez votos podem ser destinados a restaurantes do próprio país ou território do integrante. Também é proibido votar em estabelecimentos dos quais o participante seja proprietário ou tenha interesse financeiro.

A votação é confidencial, os integrantes permanecem anônimos e pelo menos 25% da Academia é renovada anualmente. Não existem critérios gastronômicos preestabelecidos: a classificação considera as avaliações e experiências pessoais dos votantes.

A partir de 2026, a premiação passou a adotar oficialmente o nome The 50 Best Restaurants, substituindo a denominação anterior, The World’s 50 Best Restaurants.

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