Durante o encerramento da Cúpula de Líderes do Brics, nesta segunda-feira (7), o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, entregou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma carta de intenção propondo oficialmente que a cidade abrigue a sede permanente do bloco. A informação foi divulgada pela Prefeitura do Rio. O evento aconteceu no Museu de Arte Moderna (MAM), no Aterro do Flamengo, e reuniu chefes de Estado de 36 países.
A proposta do município inclui a cessão do edifício do Jockey Club Brasileiro, localizado na Avenida Almirante Barroso, nº 139, no Centro do Rio. Projetado por Lúcio Costa, o prédio soma 83,5 mil metros quadrados distribuídos em 12 andares, sendo considerado ideal para abrigar escritórios, eventos diplomáticos, atividades culturais e conferências ao longo do ano.
“O Rio apoia plenamente os esforços multilaterais para consolidar o Brics como um fórum decisivo do século XXI”, afirmou Paes. “Estamos prontos para receber representantes dos países membros e oferecer a infraestrutura e o cenário adequados para que o grupo avance em suas discussões de forma permanente. Esta proposta reforça o papel do Rio como capital global da diplomacia e dos grandes eventos”, completou.
A Prefeitura do Rio enfatizou que a presença permanente do Brics na cidade pode impulsionar o turismo, a geração de empregos, o fluxo de investimentos e a visibilidade internacional do município.
O coordenador de Relações Internacionais da Prefeitura, Ilan Cuperstein, já havia adiantado o plano no domingo (6), em entrevista ao g1. Segundo ele, a cidade está aberta a discutir a criação de uma sede fixa do bloco e aguarda a evolução das tratativas junto ao governo federal e aos membros do Brics.
A cúpula de 2025 foi um marco diplomático para o Rio de Janeiro, que recebeu cerca de 4 mil participantes. A foto oficial do evento, com os líderes reunidos diante do Pão de Açúcar, destacou a cidade como um símbolo de beleza natural e centro de relevância política internacional.
Criado em 2009, o Brics hoje reúne 11 países: África do Sul, Arábia Saudita, Brasil, China, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Índia, Indonésia, Irã e Rússia. Juntos, os membros do bloco representam 46% da população mundial e 37% do Produto Interno Bruto global. Apesar de sua crescente influência, o grupo ainda não possui uma sede oficial — lacuna que o Rio se oferece para preencher.





