O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, voltou a promover mudanças no segundo escalão do governo estadual. Em decretos publicados nesta terça-feira (26) no Diário Oficial, o desembargador assinou exonerações e nomeações em setores considerados estratégicos da administração, incluindo a Casa Civil, a Secretaria de Fazenda, o Detran-RJ e o Detro-RJ.
Na Secretaria de Estado da Casa Civil, Ricardo Couto nomeou Mário de Carvalho Rocha para a subsecretaria de Concessões e Parcerias. Ele substitui Cássio Nogueira de Castro e passa a atuar diretamente na condução e fiscalização dos contratos de concessões e privatizações do estado.
As mudanças também atingiram o Detran-RJ, com a exoneração de Antonio Francisco Soares de Siqueira Filho do cargo de diretor-geral do órgão. A saída movimenta um dos postos mais relevantes da estrutura estadual e pode ampliar as negociações políticas envolvendo cargos na Alerj.
Outra substituição ocorreu na Coordenação de Copa e Cozinha, onde Luiz Eduardo Jacobsohn assumiu o cargo de assessor especial no lugar de Tarimar Gomes Cunha.
As alterações reforçam a reformulação administrativa iniciada nas últimas semanas pelo governador em exercício, marcada por substituições em setores ligados à gestão financeira, infraestrutura e articulação institucional.
Trocas também atingem Detro e Fazenda
O pacote de mudanças também alcançou o Detro-RJ. José Tadeu dos Santos Travassos foi exonerado do comando da Diretoria Administrativa e Econômico-Financeira do órgão.
Já na Secretaria de Estado de Transformação Digital, Thiago Mallet Lario deixou, a pedido, o posto de subsecretário adjunto.
A Secretaria de Fazenda também voltou a ser alvo da chamada “dança das cadeiras”. Ricardo Couto assinou quatro novas nomeações na pasta, que já havia passado por alterações recentes no mês anterior.
Reorganização política e administrativa
As mudanças ampliam o processo de reorganização interna do governo estadual conduzido por Ricardo Couto desde que assumiu interinamente o Palácio Guanabara. As trocas atingem áreas responsáveis pelo controle do orçamento, contratos públicos, concessões e gestão de transportes.
Nos bastidores políticos, as alterações são vistas como parte da recomposição da estrutura administrativa e da redistribuição de espaços estratégicos dentro do governo do estado.





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