Reunião entre Witzel e Direita Brasil coloca Forças Armadas no debate eleitoral

Sugestão de apoio militar à segurança do estado ganha espaço nas articulações para as eleições de outubro

O ex-governador do Rio de Janeiro e pré-candidato ao governo nas eleições de outubro pelo Democrata 35, Wilson Witzel, se reuniu na quarta-feira (18) com o presidente nacional do Partido Direita Brasil, Marco Antonio Ramos, para tratar de propostas voltadas à área de segurança pública. O encontro ocorreu em meio à construção de agendas e diretrizes para o período eleitoral.

Durante a reunião, Ramos apresentou uma proposta que prevê a atuação das Forças Armadas no apoio à segurança pública do estado até que os índices de violência sejam reduzidos. A sugestão, segundo ele, deverá ser levada a outros pré-candidatos ao governo.

Proposta em debate

De acordo com o dirigente partidário, a iniciativa busca ampliar as estratégias de enfrentamento à criminalidade no Rio. A proposta envolve a participação do Exército, da Marinha e da Aeronáutica em ações voltadas ao combate à violência.

“A situação está fora do controle, a população não aguenta mais tanta violência. Além das ameaças que os moradores sofrem no dia a dia, ainda existe a questão econômica. Diversas empresas já saíram do estado, levando consigo a geração de empregos”, afirmou Ramos.

O Partido Direita Brasil está em processo de homologação junto ao Tribunal Superior Eleitoral e tem a segurança pública como um dos principais temas de sua agenda.

Posicionamento de Witzel

Durante o encontro, Witzel manifestou concordância com a proposta e afirmou que, caso seja eleito, pretende solicitar ao Governo Federal a presença das Forças Armadas no estado.

“As Forças Armadas serão sempre bem-vindas, mas será preciso que a atuação seja efetivamente militar, combatendo o narcoterrorismo como exército inimigo”, disse.

O ex-governador também defendeu um modelo de atuação com maior autonomia operacional. “A ação militar não necessita de autorização judicial e muito menos estar restrita aos limites do Código Penal. Na verdade trata-se de uma situação de guerra”, afirmou.

A proposta e as declarações ocorrem em um contexto de debate sobre estratégias de segurança pública no estado, tema que deve ganhar centralidade ao longo do período eleitoral.

Deixe um comentário

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading