Os ministros de Relações Exteriores dos países que integram o G20 deverão encerrar o encontro desta semana, no Rio, sem apresentar um documento final. Diplomatas do Itamaraty admitem nos bastidores que as tensões entre os países membros do grupo, que reúne as maiores economias do mundo, provavelmente impossibilitará qualquer documento nesse sentido.
Para evitar desgastes, o Itamaraty aboliu as declarações finais nos encontros ministeriais. O formato flexível do G20 permite que o país que ocupa a presidência tome decisões dessa natureza.
Um diplomata reconheceu a complexidade de se obter consenso em questões globais durante reuniões de curta duração. Diante desse cenário, o governo brasileiro planeja um trabalho contínuo ao longo do ano, concentrando esforços na cúpula de chefes de Estado e de governo, marcada para novembro de 2024, também no Rio de Janeiro.
A esperança do Itamaraty é que, ao saberem antecipadamente que não precisam concordar com textos nas reuniões ministeriais, os países possam trabalhar para reduzir suas diferenças ao longo do ano e alcançar um resultado positivo na cúpula.





