*Felipe Amorim
É impossível refletir sobre 2024 sem projetar o ano que vem da bancada fluminense no Congresso. Altineu Côrtes, do PL, deve ser o próximo vice-presidente da Câmara e, com isto, vice-presidente do Congresso, como um todo. Dr. Luizinho, do PP, seguirá na liderança do partido na Casa e por ser um homem de confiança de Arthur Lira, deve ter papel decisivo no Congresso no ano que vem, já sob a presidência de Hugo Motta. Sóstenes Cavalcante será o líder do PL, partido de Jair Bolsonaro e que é dono da maior bancada do Congresso. Já no Senado, Flávio Bolsonaro comandará os trabalhos de direita neste ano, que antecede a eleição presidencial de 2026. Otoni de Paula ainda tenta comandar a relevante bancada evangélica da Casa. E espera-se que Pedro Paulo se consolide ainda mais como liderança do PSD na Câmara, responsável pelo projeto eleitoral do partido para 2026.
Com um 2025 promissor em termos de espaços, fica necessário lembrar alguns dos feitos da bancada em 2024. Os senadores do Rio estiveram à frente de projetos importantes. Romário foi relator da relevante CPI das Bets, que apurou irregularidades em esquemas de apostas no futebol brasileiro. Carlos Portinho seguiu como um dos parlamentares mais relevantes do Congresso, propondo emendas em projetos relevantes e negociando termos do Propag, projeto aprovado e que visa tirar o Rio do caos financeiro. Flávio Bolsonaro, por carregar o sobrenome, exerce a oposição e dita os rumos da direita.
Na Câmara, Luizinho foi relator do Propag, Pedro Paulo relatou o projeto de lei que versa sobre a taxação de offshores e Marcelo Crivella foi o autor da PEC das Igrejas, que assegura imunidade tributária a templos religiosos. Decana da Casa, Benedita da Silva relatou o PL que instituiu a política nacional de cuidados.
Com tantos feitos, também houve momentos de baixa. Chiquinho Brazão deve ser cassado no ano que vem por envolvimento no assassinato de Marielle Franco. Desde que ele foi preso, em abril, o Conselho de Ética tem se dedicado ao tema. Glauber Braga também está na mira de um processo do mesmo tipo por ter agredido um militante do MBL dentro do Congresso.
*Colaborador em Brasília do Blog do Ricardo Bruno.





