Retrospectiva 2025: de Lady Gaga a virais, Felca e Bolsonaro preso

Agenda do Poder separou os principais acontecimentos do ano que passou

Entre grandes eventos culturais, debates sobre comportamento digital, investigações políticas e tendências que dominaram as redes, 2025 foi um ano de forte impacto social no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro. O período consolidou a força dos fenômenos virais no cotidiano, reacendeu discussões sobre responsabilidade digital e manteve a política nacional em constante evidência, com operações e desdobramentos que culminaram na prisão de políticos como Jair Bolsonaro e TH Joias.

Ao mesmo tempo, manifestações culturais — do show histórico de Lady Gaga nas areias de Copacabana ao Oscar de Ainda estou aqui — destacaram o papel do Brasil no cenário global de entretenimento. Agenda do Poder reuniu os principais acontecimentos do ano, com análises que mostram como cada fato reverberou na web e na vida dos brasileiros.

Lady Gaga no Rio: espetáculo histórico e impacto social

Em maio de 2025, Lady Gaga realizou um show gratuito na Praia de Copacabana, atraindo mais de 2 milhões de pessoas e tornando o evento um dos maiores da história do país. A apresentação celebrou a diversidade e a cultura urbana carioca, impulsionando a economia local e consolidando o Rio como palco de eventos de grande porte.

O evento representou não apenas um marco musical, mas também um impulsionador econômico: a estimativa de rendimento do espetáculo foi de mais de R$ 600 milhões em efeitos diretos e indiretos para a cidade, estimulando hotéis, bares e serviços relacionados ao turismo.

A performance foi amplamente celebrada nas redes sociais, com Gaga interagindo com fãs, agradecendo em posts e enaltecendo o fator histórico do show.

Caso Felca: proteção infantil e discussão sobre redes sociais

Em agosto de 2025, o influenciador digital Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, publicou um vídeo viral denunciando a adultização e exploração de crianças e adolescentes nas redes sociais — que rapidamente superou dezenas de milhões de visualizações e impulsionou um debate nacional sobre proteção na infância e adolescência no ambiente digital.

O vídeo do Felca destacou casos específicos de influenciadores que expunham menores em situações inadequadas ou sexualizadas e estimulou autoridades e especialistas a defenderem maior regulação das plataformas online. Esse movimento motivou propostas legislativas, debates no Senado e na Câmara e a formalização de uma CPI no Senado para investigar a exploração infantil nas redes sociais.

O impacto do caso ultrapassou as fronteiras das redes, contribuindo para a aprovação de um projeto de lei que cria dispositivos do chamado ECA Digital, destinado a reforçar a proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais, impondo regras para provedores e mecanismos de controle parental.

Tendências virais: Morango do Amor, Labubu e Bobbie Goods

O ano de 2025 também foi marcado pela ascensão de fenômenos culturais virais nas redes sociais que influenciaram hábitos de consumo e comportamento digital. Entre eles, o doce Morango do Amor ganhou destaque nas plataformas por sua estética marcante, reaquecendo o mercado, além de impulsionar vídeos e tutoriais culinários com milhões de visualizações.

Outro viral foi o Labubu — um boneco colecionável com olhos grandes e design fofo que se tornou item de desejo popular, presente em feeds e perfis de celebridades, consolidando-se como símbolo de cultura pop em 2025.

Já os Bobbie Goods — livros de colorir com ilustrações de animais e cenas lúdicas — dominaram o mercado editorial e redes sociais, ultrapassando 2,5 milhões de exemplares vendidos e transformando tendências digitais em produtos de consumo real.

‘Ainda estou aqui’: o Rio no Oscar

O filme Ainda estou aqui, premiado no Oscar como Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Atriz para Fernanda Torres, foi um fenômeno das salas de cinema. A produção, que narra a história de Eunice Paiva por justiça de seu marido, o deputado Rubens Paiva, atraiu atenção da crítica e do público. O corpo de Paiva, desaparecido político da ditadura, nunca foi encontrado.

Com foco em personagens e histórias locais, incluindo ‘a casa protaginista’ na Urca, o projeto aproximou audiências de temas profundos sobre identidade, maternidade e resistência.

Prisão de Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado e organização criminosa para permanecer no poder após a derrota eleitoral de 2022, começou a cumprir em 2025 uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão após decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A sentença, histórica por condenar um ex-chefe de Estado por tentativa de golpe, marcou um dos eventos políticos mais impactantes do ano.

Inicialmente, Bolsonaro estava sob prisão domiciliar, monitorado por tornozeleira eletrônica, mas em novembro ele foi preso preventivamente após tentar violar o dispositivo, o que levou o STF a considerar risco de fuga e ordenou sua detenção pela Polícia Federal.

O caso gerou repercussão intensa no país, com debates acalorados no Plenário da Câmara dos Deputados, onde parlamentares governistas celebraram a atuação da Justiça e a oposição classificou o episódio como “golpe institucional”.

TH Joias e Bacellar: prisões marcam a Alerj

O ano de 2025 também foi marcado pela prisão do deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, e o então presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar (União Brasil). TH Joias foi preso em setembro, acusado de intermediar negociações para o crime organizado, atuando como facilitador na movimentação de armas e drogas para o Comando Vermelho.

As investigações apontaram ainda indícios de lavagem de dinheiro e corrupção, reforçando a suspeita de conexões entre políticos e traficantes. Na segunda fase da operação, deflagrada em dezembro, agentes federais aprofundaram o rastreamento de comunicações e registros internos, o que levou à prisão do desembargador Macário Neto, acusado de colaborar com o vazamento de dados da Operação Zargun.

Nesse contexto, o nome de Rodrigo Bacellar ganhou destaque após a suspeita de que o parlamentar teria atuado para interferir no curso das investigações, repassando informações que poderiam beneficiar TH Joias. Bacellar chegou a ser preso preventivamente por ordem de Moraes. Contudo, poucos dias depois, a Assembleia Legislativa decidiu revogar a prisão.

Após a deliberação, a Justiça converteu a detenção em medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, restrições de contato e recolhimento noturno.

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