Casa onde foi filmado ‘Ainda Estou Aqui’ vira ponto turístico na Urca

Residência que foi cenário de longa com Fernanda Torres encanta visitantes e reconta história da família Paiva

A casa que serviu de cenário para o filme “Ainda Estou Aqui”, que rendeu o Globo de Ouro à atriz Fernanda Torres, transformou-se em um ponto de visitação na Urca. Localizada na esquina da Rua Roquete Pinto com a Avenida João Luiz Alves, a residência, imortalizada no longa dirigido por Walter Salles, atrai turistas que posam para fotos e relembram cenas marcantes da produção.

O imóvel de 500 metros quadrados, à venda por R$ 13,9 milhões, foi adaptado para reproduzir o ambiente onde a família Paiva viveu momentos intensos. No filme, a casa reflete a dualidade entre a luminosidade de uma vida familiar alegre e o luto sufocante com o desaparecimento de Rubens Paiva durante a ditadura militar. Elementos como a varanda com piscina e um deque contemporâneo, além de uma escadaria renovada com detalhes em vidro, hoje integram a propriedade, mas o espírito do cenário cinematográfico permanece.

Transformação em atração

Desde a premiação de Fernanda Torres, turistas têm incluído a casa em seus roteiros. Rafaela Costa, visitante de Fortaleza, afirmou que a vitória de Fernanda a motivou a conhecer o local: “É outro sentimento vir aqui após essa conquista”. Thiago Xistos, vindo de Goiás, destacou a energia do ambiente: “Chega a ser emocionante”.

Além de abrigar as filmagens, a residência tornou-se parte da narrativa ao personificar as mudanças na vida da família Paiva. Para Camila Leal Ferreira, coordenadora de produção da VideoFilmes, o contraste entre a casa aberta e as cortinas fechadas após o sequestro de Rubens foi um símbolo artístico poderoso.

Do Rio para o mundo

O filme reviveu diversos cenários cariocas, transportando o espectador para os anos 1970. A Confeitaria Manon foi adaptada para se parecer com a lanchonete Chaika, e a Livraria Argumento recriou encontros da família no Leblon. Locais como o DOI-Codi, representado pelas antigas instalações do Instituto Nise da Silveira, e o Túnel Rebouças também figuraram na produção.

Para a moradora da Gávea Natalia Seixas, a projeção internacional do filme reforça a importância da cultura nacional: “Um feito desses nos ajuda a valorizar nossos artistas e nossa história”.

Com informações de O Globo

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