A representação apresentada pelo deputado Carlos Minc (PSB) contra o 2º Batalhão da Polícia Militar (Botafogo), na Zona Sul do Rio, voltou a gerar debates na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) durante a sessão desta quarta-feira (27).
O parlamentar havia acionado o Ministério Público Estadual para investigar a denúncia de que policiais fardados participaram de um encontro religioso no Largo do Machado, no Flamengo, há cerca de duas semanas, durante o horário de trabalho.
Minc já havia sido criticado por Carlos Macedo (Republicanos) e Marcelo Dino (União Brasil), ambos ligados à bancada evangélica. Desta vez, os também evangélicos Douglas Gomes (PL) e Tia Ju (Republicanos) se manifestaram contra a iniciativa, afirmando que os agentes não deveriam ser punidos, já que o encontro teria ocorrido antes do início do expediente.
Eles classificaram a denúncia como perseguição religiosa. “Se alguém estivesse batendo o tambor, não seria assim”, disse Gomes, ao mencionar religiões de matriz africana. Já Tia Ju alegou que ninguém pode tolher o servidor de pedir proteção a Deus, e reagiu sobre uma possível punição contra os policiais.
“E se eu quiser fazer uma oração aqui agora no plenário, não aqui interrompendo a sessão? Eu vou ser punida porque eu estou ali no canto de joelhos orando? E eu vou orar aqui agora. Vou interceder para que o governo não puna esse trabalhador”, disse, se ajoelhando em frente a bancada do plenário.

Intervenção da presidência
Diante da troca de acusações, o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), encerrou a discussão lembrando que assuntos fora da pauta devem ser tratados no início ou no fim da sessão. Ele destacou que não gostaria de cortar a palavra de nenhum deputado, mas reforçou a necessidade de seguir a ordem dos trabalhos.
Em resposta, Minc voltou a afirmar que não questiona a liberdade religiosa. Segundo ele, o que está em discussão é a atuação de um grupo de policiais uniformizados e armados que teria permanecido por cerca de 30 minutos em preleção religiosa, com relatos de que alguns foram instados a participar por ordem do comando. “Ali é uma área de assaltos, e na hora do trabalho não dá para parar e deixar as pessoas sendo vítimas”, disse o parlamentar.






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