A influenciadora e empresária Virginia Fonseca voltou ao centro do noticiário após a divulgação de informações sobre uma investigação da Polícia Federal que apura movimentações financeiras consideradas atípicas em empresas ligadas ao seu grupo empresarial. A apuração, revelada pela revista Piauí, teria sido iniciada a partir de Relatórios de Inteligência Financeira produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Segundo a publicação, o objetivo da investigação é esclarecer a origem e o destino de recursos movimentados por empresas associadas à influenciadora, incluindo operações envolvendo a Talismã Digital, mantida por Virginia e pelo cantor Zé Felipe, além da marca de cosméticos WePink.
Investigação Virginia Fonseca
Entre os pontos analisados pelos investigadores estariam movimentações registradas entre 2024 e 2025 que teriam gerado alertas automáticos nos sistemas de monitoramento financeiro.
De acordo com a reportagem, a empresa AMP Pay Marketing e Negócios aparece como uma das principais fontes de depósitos identificadas na apuração, com transferências que somariam R$ 17,7 milhões em cinco operações realizadas via Pix.
Até o momento, não existe acusação formal nem denúncia apresentada contra Virginia Fonseca. A investigação segue em fase preliminar e busca reunir informações sobre as operações financeiras analisadas.
Defesa nega irregularidades
A defesa da influenciadora afirma que não houve qualquer prática ilícita e sustenta que todas as movimentações financeiras possuem justificativa documental.
A WePink também informou anteriormente que atua em conformidade com a legislação vigente e que seus negócios seguem os parâmetros exigidos pelos órgãos reguladores.
Histórico recente
O novo episódio ocorre cerca de um ano após Virginia ter prestado depoimento na CPI das Bets, instalada no Senado Federal para investigar o mercado de apostas esportivas.
Embora seu nome tenha aparecido no relatório final da comissão, a influenciadora não foi indiciada porque o parecer acabou rejeitado pela maioria dos parlamentares.
Nos últimos anos, a WePink também enfrentou questionamentos públicos relacionados a reclamações de consumidores e processos envolvendo práticas de venda e atendimento. A empresa sempre negou irregularidades.
Xingamentos no Maracanã
A repercussão da investigação coincidiu com outro episódio que colocou Virginia em evidência. No último domingo (31), durante o amistoso entre Brasil e Panamá no Maracanã, a influenciadora foi alvo de xingamentos vindos das arquibancadas. No entanto, Virginia ganhou a defesa de parlamentares no Rio. A vereadora Alana Passos (PL) criticou as ofensas dirigidas à influenciadora durante o jogo entre Brasil e Panamá e afirmou que pretende conceder a Medalha Chiquinha Gonzaga à ex de Vini Jr.
Após o ocorrido, no Maracanã, ela publicou uma série de mensagens nas redes sociais afirmando estar cansada dos julgamentos e relatando ter se sentido acuada diante da hostilidade da multidão.
Em um dos trechos divulgados, Virginia afirmou que a violência também pode se manifestar por meio da humilhação pública e do constrangimento coletivo, destacando que a exposição constante tem gerado desgaste emocional.
Apesar da repercussão do caso, a influenciadora segue sem qualquer acusação formal e a investigação mencionada pela revista permanece em andamento.





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