Relatório final da CPI do MST fica para a próxima semana após diligências feitas no sul da Bahia

Previsto para ser apresentado na próxima segunda-feira, o relatório final da CPI do MST será entregue apenas no dia 11 ou 12 de setembro. Diligências feitas por integrantes da oposição no sul da Bahia na semana passada mudaram o cronograma da conclusão documento que será apresentado por Ricardo Salles (PL-SP). Na sessão de ontem da comissão,…

Previsto para ser apresentado na próxima segunda-feira, o relatório final da CPI do MST será entregue apenas no dia 11 ou 12 de setembro. Diligências feitas por integrantes da oposição no sul da Bahia na semana passada mudaram o cronograma da conclusão documento que será apresentado por Ricardo Salles (PL-SP).

Na sessão de ontem da comissão, após uma queda de braço entre governo e oposição, a CPI encerrou os trabalhos sem votar os principais requerimentos que estavam na pauta. Após a oposição tentar convocar o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento, o petista Edegar Pretto, o comando da comissão decidiu encerrar mais cedo a reunião.

Depois da derrota, a oposição também anunciou que desistiu de pedir a convocação do ministro dos Transportes, Renan Filho, que chegou a ser alvo de requerimento para que explicasse a atuação de movimentos sociais em Alagoas quando era governador.

Os apoiadores do agronegócio, no entanto, conseguiram convocar Jaime Messias Silva, diretor-presidente do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral). O requerimento foi aprovado por margem apertada, com 14 votos favoráveis e 12 contrários. José Rodrigo Marques Quaresma, gerente executivo administrativo do Iteral, também foi convocado.

Desde que o governo fez uma manobra e retirou sete bolsonaristas do colegiado, a oposição tinha virado minoria e enfrentava impasses para aprovar requerimentos. Nesta semana, mudanças ocorreram na composição do colegiado e a base governista voltou a ter menor número de participantes.

A oposição apertou o cerco na CPI após ser divulgado que  o número de territórios ocupados pelo MST nos primeiros sete meses do novo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já supera a soma dos quatro anos da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Levantamento feito pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostra que, entre janeiro e junho deste ano, foram 61 ocupações, contra 62 entre 2019 e 2022. Os dados reunidos constam no Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A CPI do MST está na reta final das discussões.

Com informações de O Globo.

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